Designer cria dispositivo anticoncepcional masculino que usa ultrassom


Depois de ser diagnosticada com um câncer cervical, que os médicos atribuíram ao uso contínuo de pílulas anticoncepcionais, uma inventora alemã resolveu compartilhar a responsabilidade do planejamento familiar com seu parceiro. O resultado – um artefato baseado em ultrassom – acaba de ganhar o prêmio de design James Dyson Awards, conhecido mundialmente por incentivar estudantes a “projetar algo que resolva algum problema.”


No caso de Rebecca Weiss, a vencedora deste ano, o projeto foi uma espécie de tigela que “banha” os testículos e neutraliza os espermatozoides. Usado a cada duas semanas, o dispositivo inibe a movimentação dos velozes gametas masculinos, impedindo dessa forma que eles consigam fertilizar os óvulos após as relações sexuais.

Como utilizar o COSO?

Chamado de COSO, o novo anticoncepcional é extremamente simples de usar: basta enchê-lo de água até a marca indicada, que deve ser definida previamente com um médico de acordo com o tamanho dos testículos. Depois é só ligar o aparelho para que a água atinja a temperatura operacional. Finalmente, o usuário abre as pernas e se senta para colocar a bolsa escrotal dentro do recipiente. O ultrassom continua por alguns minutos e pode ser monitorado por app.


Depois que o tratamento está concluído, o COSO desliga automaticamente. Embora o design do dispositivo seja de autoria de Rebecca Weiss, a tecnologia por trás da neutralização dos espermatozoides baseia-se em um estudo de 2012 da Fundação Parsemus, uma organização norte-americana que pesquisa a contracepção por ultrassom. Restrito por enquanto a animais, o procedimento é tido como viável em seres humanos, segundo estudos técnicos.


Além de receber um prêmio em dinheiro de US$45 mil, o equivalente a R$250 mil, Weiss ganhou reconhecimento e visibilidade para buscar investimentos para o seu projeto. A perspectiva é passar da fase de testes para a fabricação em massa de um dispositivo que, segundo a criadora, ajudará a resolver um problema "que afeta muitas outras mulheres" no mundo.


Fonte: Tecmundo

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