'Menor casal do mundo' toma vacina contra Covid no interior de SP


 
 

O casal reconhecido desde 2016 pelo Guinness como o menor do mundo tomou a primeira dose da vacina contra a Covid-19 nesta quinta-feira (10), em Itapeva, interior de São Paulo.


Paulo Gabriel da Silva Barros e Katyucia Barros, de 35 e 32 anos, foram imunizados porque fazem parte do grupo de pessoas com deficiência permanente, que começou a ser vacinado no estado de São Paulo.

Ao G1, Paulinho Gigante, como é conhecido, contou que ele e a esposa são considerados do grupo de risco por causa do nanismo, que além da baixa estatura, acarreta alguns problemas de saúde, segundo ele. Juntos, eles medem 1,81, já que ambos têm menos de um metro cada. Durante a pandemia, os dois precisaram adaptar a casa onde moram e manter uma rotina de precaução contra a Covid-19. Paulinho contou que tem medo de pegar a doença, inclusive, porque é necessária uma estrutura diferente na UTI para atender pessoas com nanismo.

"Tanto eu quanto a minha esposa, por nós estarmos classificados no grupo de risco, nós deixamos basicamente de viver. A gente não está saindo de casa, a gente está evitando ao máximo de receber familiares. Deus o livre nós pegarmos a Covid. A gente não sabe como essa doença vai reagir no nosso corpo", conta o morador de Itapeva. Antes de tomar a dose, Paulinho chegou a publicar uma reclamação nas redes sociais porque não estava conseguindo se vacinar contra a Covid-19. Segundo ele, o município estava aplicando o imunizante apenas em pessoas com comorbidades, e não com deficiência permanente.

Apesar disso, a Secretaria de Saúde da cidade informou que segue o Plano Estadual de Imunização e, até esta quarta-feira (9), estava vacinando apenas moradores com deficiência permanente que recebem o benefício de prestação continuada (BPC), o que não é o caso de Paulo e Katyucia. Nesta quinta-feira (10), o casal recebeu a notícia de que poderia tomar a dose e foi até a Unidade Básica de Saúde (UBS) do Parque São Jorge no fim da manhã.

"Nós tomamos a AstraZeneca. Agora vamos tomar a segunda dose em setembro. É 50% de alívio, já saiu metade do peso das nossas costas. E claro que, a partir de agora, como já estávamos tomando todos os cuidados, a gente vai continuar a mesma coisa porque a gente sabe que não é porque você foi vacinado que está 100% imune", garante o morador. Sucesso na web Paulo e Katyucia têm um canal no Youtube com quase 500 mil inscritos. Na página, os dois mostram a rotina na casa adaptada onde moram e como conseguem se adaptar em tarefas que para muitos são simples. Em um dos vídeos, o casal mostrou a construção da casa adaptada.

O morador de Itapeva também começou a gravar receitas com a série dentro do canal chamada ‘Mini chef’. Segundo ele, cozinhar também representa a superação.

“Mesmo tendo que subir várias vezes uma escada para cozinhar eu amo. E compartilhar isso com o pessoal algumas receitas é bom demais”, disse. Guinness Book Em 2016, o casal foi reconhecido como o menor do mundo e viajou a Londres para conhecer a sede do Guinness Book. Paulo e Katyucia tiveram o recorde reconhecido em setembro, quando se casaram. Paulo tem 90 centímetros e Katyucia mede 91 centímetros.

Eles se conheceram em 2006, por meio da internet, mas só se encontraram pessoalmente dois anos depois. Na época, o G1 passou um dia com eles.

“Ele me adicionou, conversamos pelo ‘MSN’ e ele ficava dando em cima de mim, enchendo o ‘saco’, até que bloqueei ele”, contou a esposa. Paulinho se defendeu dizendo que era uma "estratégia do amor". “Eu estava tentando te conquistar”, brincou.

Na época, Katyucia morava em Londrina (PR) e Paulinho já morava em Itapeva. O bloqueio durou um ano e meio, até que ela resolveu voltar a falar com ele.

“Era outro momento. Eu voltei a conversar porque ele estava terminando a faculdade de direito e eu começando”, contou ela. Depois de oito anos de relacionamento, o casal, que morava junto em Itapeva, resolveu casar em 17 de setembro. Dois mês após o casamento, os dois receberam o certificado do livro dos recordes.

“Houve uma série de exigências, com documentos e laudos médicos para atestarem nossa altura. Sabemos que antes de nós era um casal três centímetros mais alto que a gente e que se separou há alguns anos. Então, o recorde estava vago", lembrou Katyucia.


Fonte: G1

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