Professora brasileira recebe segunda dose da vacina contra Covid-19 nos Estados Unidos: 'Protegida'


 
 

Uma professora de Jaú que vive desde 2017 nos Estados Unidos recebeu a segunda dose da vacina contra a Covid-19. Lais Berro Young foi vacinada nesta quarta-feira (13) na University of Mississipi Medical Center, local onde trabalha como professora desde abril do ano passado.


A profissional conta que já havia recebido a primeira dose da vacina produzida pelo laboratório Pfizer em parceria com a BioNTech no dia 23 de dezembro de 2020. Na primeira dose, ela não teve nenhuma reação, e sentiu apenas uma dor leve no local da injeção. “No momento de receber a vacina eu achei até que eles estavam brincando comigo, porque não senti nada. Fiquei em observação por 15 minutos. Em casa, tive um pouco de dor porque geralmente sou mais sensível à aplicação de vacinas, inclusive a da gripe”, diz.

Depois que recebeu a segunda dose, Laís gravou um vídeo enquanto ainda permanecia em observação na universidade, caso surgisse alguma reação alérgica. Ela mostrou também a carteirinha de vacinação onde as doses são anotadas e um panfleto com orientações de acompanhamento para quem é vacinado. "É esperado que eu sinta um pouco de dor de novo por causa da aplicação da vacina, mas nenhuma reação grave. Agora sim, eu posso ir para casa vacinada com a segunda dose e protegida contra a Covid-19", comemora. Laís possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e possui mestrado e doutorado pela mesma instituição. Ela se mudou para os Estados Unidos para fazer pós-doutorado.

Hoje, dá aulas e realiza pesquisas na University of Mississipi Medical Center, mas não trabalha diretamente com pacientes que testaram positivo para a Covid-19. A professora foi vacinada porque frequenta o mesmo local com outros profissionais que trabalham na linha de frente de combate à pandemia. O hospital da universidade é o maior centro médico do Mississipi e foi o primeiro no estado a receber as vacinas, segundo Laís. “O hospital dividiu a vacinação em alguns níveis. Primeiro foram vacinadas as pessoas que têm contato com pacientes que têm Covid-19, depois as pessoas que trabalham com quaisquer pacientes e, por último, os funcionários e professores da universidade que frequentam o mesmo local, que é o meu caso”, conta. Importância das informações Em seu perfil no Instagram, a professora resolveu compartilhar a rotina de trabalho e as experiências com a vacina. Ela disponibilizou a rede social para os seguidores tirarem dúvidas e acredita que foi uma forma importante para diminuir o receio com a aplicação das vacinas.

Em uma das enquetes, por exemplo, 98% dos seguidores disseram que pretendiam ser vacinados, mas cerca de 40% disseram que tinham receio. A jauense acredita que a tecnologia utilizada nas pesquisas e desenvolvimento das vacinas deve ser um dos motivos para confiar na aplicação.

“Eu fiquei preocupada, porque antes de procurar conhecer melhor eu também tinha medo de ser vacinada. Mas a informação é fundamental para esclarecer as dúvidas. De um dia pro outro mais de 100 pessoas começaram a seguir meu perfil pra ter detalhes da vacina e, principalmente, saber sobre os possíveis efeitos adversos”, explica.

Além de mostrar sua rotina nas redes sociais, Laís mantém a família informada mesmo a distância. Os pais moram em Jaú e disseram à TV TEM que se sentiram aliviados em saber que a filha estava bem e protegida em meio à pandemia. “Para gente foi uma bênção e agora estamos curtindo com ela cada dia, sem sintomas, sem nenhum problema maior”, disse Leila Berro, mãe da professora. Mesmo tendo recebido as duas doses, Laís reforça que é preciso continuar seguindo todas as medidas de prevenção ao coronavírus e que a vacina não deixa a população livre para fazer o que quiser.

“Pode ser que a pessoa vacinada carregue o vírus, seja assintomática e, ainda assim, transmita para outra pessoa que está desprotegida sem a vacina. Então até que saibamos mais sobre como as vacinas oferecem proteção à população ou um número suficiente de pessoas sejam vacinadas devemos continuar usando máscara, mantendo o distanciamento social e tomando todos os cuidados que a gente já conhece”.

No Brasil, ainda não há uma vacina aprovada para aplicação. A Anvisa deve divulgar no domingo (17) o resultado dos dois pedidos de uso emergencial das vacinas Coronavac - do Butantan com o Laboratório Sinovac - e da Oxford-Astrazêneca, da Fiocruz.


Fonte: G1

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