Pais criam prancha de surfe adaptada para filho com paralisia se aventurar no mar: ‘Tudo pela felicidade dele’
- Portal Saúde Agora

- 14 de abr. de 2024
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Ubatuba, no Litoral Norte de São Paulo, é declarada como a capital estadual do surfe e é mar de campeões no esporte, como Filipe Toledo, o Filipinho, que já se consagrou bicampeão mundial pela modalidade.
Nas mesmas ondas em que o campeão Filipinho já treinou, um menino, de apenas 12 anos, que tem paralisia cerebral, está conseguindo realizar o sonho de se aventurar no esporte.
Alaor e Sabrina Schulz são pais de Marquinhos Schulz e mudaram completamente de vida para conseguir ajudar o filho a realizar o sonho de surfar. Eles se mudaram de Pindamonhangaba, no interior de São Paulo, para Ubatuba, no litoral paulista.
"Ele passou por vários médicos e não víamos progresso. Então levamos ele em um fisiatra que falou que ele tinha que aproveitar mais a vida, que tínhamos que dar qualidade de vida para ele, que com isso o ganho de projeção motora poderia ser melhor", lembra Alaor, pai de Marquinhos.
Surfista adaptado Marquinhos Schulz em Ubatuba. — Foto: Arquivo pessoal
"O Marcos que se interessou pelo surfe. Ninguém de casa tinha experiência, nem era morador de Ubatuba. Ele começou a ter interesse pelo mar e começamos a ir na escolinha de surfe. O pessoal da escolinha abriu esse leque pra ele, porque eles não atendiam crianças com paralisia. Marquinhos foi o primeiro", conta Alaor.
Por causa da condição de saúde do filho, que teve complicações no parto e não consegue movimentar os braços e as pernas, eles precisaram criar uma prancha de surfe adaptada, na qual o garoto pudesse ficar em segurança entre as ondas e com apoio para que ele tivesse um guia para conduzi-lo no mar.
Para construir a prancha de Marquinhos, a família contou com apoio de uma fábrica de cadeiras de roda.
"Eu comecei no surfe por conta dele, pra ajudar ele. Foi o primeiro contato com o surfe. O Marquinhos está abrindo várias portas e a gente vê a felicidade dele. Como pai, a gente busca realizar o sonho do filho e o que tem de barreiras, a gente tira", explica.
A experiência tem sido transformadora para a família, que vê uma evolução na saúde do filho, em busca da qualidade de vida, fora o sorriso que fica estampado no rosto do garoto sempre que entra no mar.
"O Marcos é uma criança que cativa pelo sorriso e mostra uma perspectiva de vida diferente. A gente quer levar isso para mais pessoas e inspirar elas, principalmente as que têm paralisia, para conhecerem o esporte", ressalta a mãe.
No surfe adaptado, Marquinhos compete desde 2021, ano em que foi eleito embaixador do surfe adaptado em Jericoacoara-CE. Este ano, ele vai participar do circuito brasileiro de surfe adaptado em Cabedelo, na Paraíba, na categoria PC cadeirante com baixa mobilidade. Marquinhos vai abrir a categoria, que se tornará mundial.
Fonte: G1






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