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Médico em Uberlândia desenvolve respirador de baixo custo com pesquisadores do Canadá



Um médico de Uberlândia desenvolveu, em parceria com pesquisadores do Canadá, um respirador de baixo custo e que pode ser feito em qualquer lugar do mundo.


Embora ele não substitua os respiradores convencionais, pode ser usado em casos de emergência para suprir a necessidade durante a pandemia da Covid-19.

Quem teve a ideia do projeto foi o médico e pesquisador Bruno Nogueira. Ele estava de férias no mês de março, quando a pandemia começou no Brasil, e teve a ideia que consiste em juntar vários dispositivos já existentes em uma máquina fácil e barata de ser construída para urgências.

“Nós temos um dispositivo que se chama Ambu Bag, que já é utilizado em emergências e substitui temporariamente um ventilador mecânico, mas é manual", contou. A partir daí, ele criou uma máquina para utilizar este dispositivo de forma mecânica.

Cada ventilador desses deve custar em torno de R$ 600, enquanto o preço médio dos ventiladores comumente usados é de R$ 87 mil. Parceria Assim que teve a ideia, Bruno Nogueira entrou em contato com outro médico e três pesquisadores da Ontario Tech University e da Memory University, no Canadá. Juntos, eles passaram 23 dias estudando para idealizar o projeto e montar uma maquete do AIR (sigla para Respirador de Inflação Automatizado e que também é um trocadilho com a palavra “ar” em inglês). O respirador é composto por 58 peças que podem ser facilmente adquiridas em qualquer lugar do mundo ou feitas por uma impressa 3D. Embora ele não acabe com a necessidade dos ventiladores tradicionais, ele pode substituí-lo por duas ou três horas em uma emergência, podendo salvar vidas.

O médico contou que estudo foi publicado em uma importante revista científica do Canadá, descrevendo os detalhes do desenvolvimento do equipamento e as formas de utilização dele. No momento, o dispositivo se encontra em fase de testes em um pulmão artificial em laboratório.

Segundo Bruno, embora ele já esteja funcionando em uma segunda versão, é preciso passar por mais testes e ser aprovado pelas agências reguladoras antes que ele possa ser comercializado utilizado na população com segurança.

O doutor Adam Dubrowski, do instituto de tecnologia da universidade de Ontario, contou que o aparelho ainda não está comercialmente pronto e é preciso fazer mais testes para se descobrir quanto tempo ele continua funcionando de forma ideal.

Os desenvolvedores afirmam que não pretendem lucrar com o projeto, mas sim disponibilizá-lo gratuitamente para que todos possam fazer uso dele, por todo o mundo.

Além da Covid-19, o aparelho também serve no combate a outras doenças que necessitam do uso de respiradores. A expectativa é que ele possa ser fabricado em larga escala em até um ano.


Fonte: G1

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