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Governo regulamenta profissão de sanitarista e define regras para atuação no SUS

O governo federal regulamentou a profissão de sanitarista no Brasil. A medida foi formalizada nesta terça-feira (7), com a publicação de um decreto que define como será feito o registro e a atuação desses profissionais no Sistema Único de Saúde (SUS).


Na prática, o texto tira do papel a lei sancionada em 2023, que reconheceu oficialmente a categoria, e estabelece as regras para o exercício da profissão.


O decreto detalha quem pode atuar como sanitarista, quais são suas atribuições e como funcionará o registro profissional —etapa obrigatória para trabalhar na área. Entenda mais abaixo.


Quem são os sanitaristas e o que muda


Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 30 mil profissionais podem se enquadrar nos critérios e solicitar o registro.


Os sanitaristas são profissionais ligados à saúde coletiva, com atuação voltada principalmente para planejamento, gestão e vigilância em saúde —ou seja, trabalham mais na organização de políticas públicas e no controle de riscos do que no atendimento direto ao paciente.


A lei que criou a profissão já previa essas funções. Entre elas estão:


  • análise de situações de saúde da população;

  • atuação em vigilância epidemiológica e sanitária;

  • planejamento e gestão de políticas públicas;

  • desenvolvimento de ações de prevenção e promoção da saúde.


Com a regulamentação, essas atividades passam a ter regras formais de exercício e fiscalização.


Além disso, o texto reforça que o exercício da profissão depende de registro em órgão competente do SUS, o que não era detalhado anteriormente.


Quem poderá se registrar


O decreto segue os critérios já definidos em lei e inclui diferentes perfis de formação. Poderão solicitar o registro:


  • graduados em saúde coletiva ou saúde pública;

  • mestres e doutores nessas áreas;

  • profissionais com residência médica ou multiprofissional em saúde coletiva;

  • pessoas com graduação em outras áreas, desde que tenham especialização na área;

  • profissionais com ensino superior e pelo menos cinco anos de experiência comprovada no setor até a data da lei.


Diplomas obtidos no exterior também serão aceitos, desde que revalidados no Brasil.


Como será o registro


O registro será feito pelo Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES).


O processo deve ocorrer por formulário eletrônico, com envio de documentos como identidade, CPF e comprovantes de formação ou experiência profissional.


A pasta ainda deve detalhar, em normas complementares, como será o fluxo de análise dos pedidos.


Impacto no SUS


A regulamentação ocorre em um contexto de maior pressão sobre o sistema público de saúde, que depende de profissionais especializados em planejamento e organização da rede.

Na prática, a formalização da carreira tende a:


  • padronizar a atuação desses profissionais;

  • dar mais segurança jurídica ao exercício da função;

  • organizar a entrada e a fiscalização da categoria no SUS;

  • fortalecer áreas como vigilância epidemiológica e gestão de políticas públicas.



Fonte: G1

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