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Faz sentido adiar a maternidade pela carreira?



Uma consideração importante para as mulheres, especificamente mulheres que querem ter uma família, é como a maternidade afetará suas carreiras. E uma pergunta que elas costumam fazer a si mesmas é se faz sentido adiar a maternidade para buscar sucesso profissional.


A maternidade pode penalizar as mulheres no trabalho de várias maneiras. Não afeta apenas a renda e status de liderança, mas também a capacidade de serem promovidas e contratadas. Elas são frequentemente negligenciadas quando se trata de oportunidades de avanço na carreira.


Uma pesquisa recente feita pela WIN, uma provedora de benefícios de construção familiar, com 1.000 mulheres norte-americanas que optaram por adiar a maternidade para depois dos 35 anos de idade, revelou suas motivações, desafios e vantagens dessa decisão e como os benefícios da fertilidade são considerados nessa jornada.


De acordo com a pesquisa, relacionamentos, estilo de vida e questões financeiras foram os principais fatores que impactaram as decisões das mulheres. Ao adiar a maternidade para depois dos 35 anos, 93% das mulheres disseram que alcançaram objetivos relacionados ao estilo de vida ou às finanças. 44% identificaram questões financeiras e 36% seus objetivos de carreira como as principais razões para esperar para se tornar mãe.


Estudos recentes nos Estados Unidos e na Europa mostram que com a maternidade, os ganhos das mulheres despencam e suas trajetórias de carreira desaceleraram. As mulheres que não têm filhos, em geral, continuam a aumentar seus ganhos em uma taxa semelhante à dos homens. O fato de os Estados Unidos não oferecerem licença parental para todos os trabalhadores ou pré-escola pública também aumenta o fardo financeiro para pais jovens.


Portanto, a combinação do custo de criar um filho com uma diminuição potencial na renda ou de cargo, influencia mais mulheres a esperar até que tenham recursos financeiros para começar uma família.


Como adiar a maternidade pode ser positivo para a carreira


O resultado do adiamento da maternidade por parte das mulheres é evidente: dados mostram um aumento da porcentagem de mulheres que estão tendo filhos no final de seus anos reprodutivos. “Na última década, à medida que mais mulheres de todas as classes sociais priorizam educação e carreira, adiar a gravidez tornou-se um padrão entre as mulheres americanas em quase todos os lugares”.


Ana Levikova, diretora de marketing da WIN, adiou a maternidade até os 41 anos devido à sua carreira. “Trabalhando com publicidade, uma área dominada principalmente por homens na época, senti que tinha que priorizar meu trabalho e trabalhar mais do que meus colegas homens para garantir que estivesse crescendo e tendo sucesso”, disse ela em uma entrevista recente.


“Como mulher, muitas vezes você precisa correr rápido apenas para se manter no lugar, então, se seu objetivo é avançar, você precisa correr muito mais rápido. Ao adiar a maternidade, minha carreira alcançou novos patamares, pois ocupei vários cargos de liderança nas indústrias de marketing e fertilidade.”


Colleen McFarlane, gerente sênior de clientes em TI e saúde, estava a dois meses de completar 40 anos quando teve sua filha. “Como adiei a maternidade, pude ocupar vários cargos de liderança sênior e posições executivas nos setores de tecnologia e saúde, que me deram a oportunidade de crescer e me tornar a mulher de negócios que eu sabia que poderia ser. Acho que se eu tivesse tido minha filha mais jovem, não teria conseguido me destacar tanto na carreira.”


Atrasar a maternidade também beneficiou pessoalmente McFarlane. Ela diz que ganhou sabedoria nos anos que antecederam a gravidez. Conhecer um pouco mais da vida me deu a sensação de querer me conectar e estar presente para meu filho.”


Levikova concorda. “Ao adiar a maternidade até os 41 anos, sinto que estava mais bem preparada para equilibrar minha carreira com o papel de mãe.”


A preparação mental é um fator chave a considerar ao decidir ter filhos. Eu estava tão focada na minha carreira e em alcançar meus objetivos que não estaria pronta para equilibrar minha carreira e um filho em uma idade mais jovem. Ao adiar a maternidade, viajei, explorei a arte e mergulhei nas minhas paixões, o que me proporcionou experiências que me tornaram a mãe que sou hoje.”


Questões de saúde a considerar


Embora as mulheres com mais de 35 anos tenham alguma apreensão de que, ao esperar, arrisquem a capacidade de engravidar, também há preocupações sobre potenciais complicações de saúde para a mãe e o bebê. Elas podem incluir uma chance maior de desenvolver diabetes gestacional, pressão alta, condições cromossômicas, bem como baixo peso ao nascer, aborto espontâneo ou natimorto. Uma conversa com um ginecologista obstetra deve ser incluída para reunir todas as informações pertinentes e avaliar os riscos.


Parte do processo de tomada de decisão é pesar todos os prós e contras e também reconhecer que existem opções. 81% das mulheres na pesquisa da WIN acreditam que os empregadores devem oferecer benefícios e apoio à fertilidade. “Com maior acesso a testes de fertilidade, educação e opções de construção familiar, as mulheres agora têm mais poder para entrar na maternidade quando estiverem prontas, e não quando sentirem que precisam”, diz o Dr. Roger Shedlin, CEO da WIN.


*Bonnie Marcus é autora, consultora executiva e palestrante internacional sobre carreira e liderança feminina.

(traduzido por Fernanda de Almeida)


Fonte: Forbes

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