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Estudo: meditação pode melhorar saúde intestinal e prevenir doenças



Um recente estudo realizado por pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade Shanghai Jiao Tong, na China, concluiu que pessoas que praticam meditação possuem uma melhor saúde intestinal e mental, além de terem um coração mais saudável. Os dados foram divulgados na revista General Psychiatry em outubro do ano passado.


Para a realização do estudo, os pesquisadores avaliaram o microbioma intestinal de monges budistas tibetanos e de residentes não religiosos em áreas vizinhas aos templos por meio das fezes e amostras de sangue.


Todos os participantes eram do sexo masculino, e os monges meditavam pelo menos duas horas por dia, enquanto o grupo de controle nada fazia. Os meditadores seguiam o método Samantha, que concentra a mente focando a atenção em um único mantra ou objeto, ou o método Vipassana, que faz com que eles pensem sobre a verdadeira natureza de todos os fenômenos.


Os participantes foram separados por idade, pressão arterial, frequência cardíaca e dieta. Ambos os grupos consumiam alimentos básicos como arroz, pão, macarrão, legumes e carne. Além disso, nenhum deles havia ingerido medicações capazes de alterar o volume e a diversidade do microbioma intestinal.


Bactérias boas


Os cientistas concluíram que os monges tinham mais bactérias relacionadas a um menor risco de doenças cardíacas, depressão e ansiedade, além de terem um sistema imunológico mais forte e um coração mais saudável. A pesquisa demonstrou que o microbioma intestinal está ligado à saúde e ao humor por meio do eixo intestino-cérebro.


De acordo com os pesquisadores, dois tipos de bactérias foram encontradas em maior quantidade nas fezes dos monges. São as bacteroidetes e firmicutes — a primeira delas já foi associada a um menor risco de ansiedade em estudos anteriores.


Além disso, os monges apresentaram um maior nível das bactérias prevotella, megamonas e faecalibacterium, todas associadas a uma melhor saúde mental.


Por fim, os pesquisadores pontuaram que o estudo era pequeno e observacional e, portanto, não pode chegar a conclusões definitivas. No entanto, as descobertas são fortes o suficiente para justificar mais pesquisas sobre a ligação entre meditação e saúde, segundo eles.


Fonte: Metrópoles

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