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Entenda o que é o linfoma não Hodgkin, câncer que levou Netinho a ser internado em Salvador

há 3 horas
4 min de leitura

A internação do cantor Netinho, de 59 anos, após o retorno de um linfoma não Hodgkin chama atenção para um grupo amplo de cânceres que se desenvolvem nas células do sistema linfático, parte do sistema imunológico responsável por ajudar o organismo a combater doenças.


O artista foi internado no Hospital Aliança Star, em Salvador, após o reaparecimento da doença, diagnosticada inicialmente em 2025. A informação foi divulgada pela equipe de comunicação do artista, nesta quarta-feira (30), por meio do Instagram. Segundo a equipe do cantor, ele decidiu se afastar temporariamente das redes sociais para concentrar as energias no tratamento e na recuperação.


O linfoma não Hodgkin (LNH) não é uma doença única: segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), existem mais de 40 tipos diferentes. Eles têm em comum a origem nas células do sistema linfático, que passam a se espalhar de maneira desordenada.


Como o tecido linfático está distribuído por todo o organismo, o câncer pode começar em diferentes partes do corpo. A doença pode atingir crianças, adolescentes e adultos, embora seja mais comum em pessoas mais velhas.


Embora os nomes sejam semelhantes, linfoma não Hodgkin e linfoma de Hodgkin não são a mesma doença. A distinção depende principalmente das características das células encontradas no tumor e é feita por meio da biópsia. Essa diferenciação é fundamental porque influencia a evolução esperada da doença e a escolha do tratamento.


O que é o linfoma não Hodgkin?


O sistema linfático é uma rede que participa da defesa do organismo. Como seus tecidos estão espalhados pelo corpo, os linfomas podem surgir em diferentes locais.


No linfoma não Hodgkin, células desse sistema passam a se multiplicar e se espalhar de maneira desordenada. Mais do que uma única doença, a denominação reúne mais de 20 tipos de câncer, que podem apresentar características e comportamentos diferentes.


Essa diversidade é uma das principais características que distinguem os linfomas não Hodgkin do linfoma de Hodgkin. Os não Hodgkin formam um grupo mais amplo e heterogêneo: alguns podem evoluir de maneira mais agressiva, enquanto outros apresentam progressão mais lenta.


Eles também podem atingir órgãos fora do sistema linfático com maior frequência e exigir tratamentos bastante variados, de acordo com o subtipo identificado.


Quais são os principais sintomas?


Um dos principais sinais do linfoma não Hodgkin é o aumento dos gânglios linfáticos, percebido pelo surgimento de caroços em regiões como pescoço, axilas e virilha.

Outros sintomas descritos são:


  • febre;

  • suor noturno;

  • tosse;

  • coceira na pele;

  • perda de peso.


De forma geral, cânceres do sistema linfático também podem provocar cansaço, fraqueza e indisposição. Como o sistema linfático está distribuído pelo organismo, a doença pode atingir diferentes órgãos e tecidos, e os sinais variam conforme as regiões acometidas.


Como o linfoma não Hodgkin é tratado?


O tratamento depende do tipo de linfoma diagnosticado. Entre as opções descritas nos textos estão quimioterapia, imunoterapia, radioterapia e transplante de medula óssea.


Também podem ser indicadas terapias-alvo e CAR T-cell, uma terapia que utiliza células T do próprio paciente para combater as células cancerígenas.


Segundo informações da Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale), as chances de cura do linfoma não Hodgkin ficam, em média, entre 60% e 70%, podendo ser maior ou menor que isso. E as chances variam de acordo com o subtipo específico que acomete o paciente e outras características, tais como a extensão da doença no corpo do paciente.


Qual é a diferença entre linfoma não Hodgkin e linfoma de Hodgkin?


Apesar de ambos começarem no sistema linfático e poderem provocar sintomas semelhantes, Hodgkin e não Hodgkin são grupos diferentes de câncer.


Uma diferença fundamental está nas células observadas no tumor. No linfoma de Hodgkin, os exames microscópicos identificam as chamadas células de Reed-Sternberg, linfócitos alterados que perderam o controle do crescimento e se multiplicam de forma anormal.


A presença dessas células funciona como uma espécie de “assinatura” da doença: quando elas são encontradas na biópsia do linfonodo, ajudam a confirmar o diagnóstico de linfoma de Hodgkin e a diferenciá-lo de outros cânceres do sistema linfático.


No caso dos linfomas não Hodgkin, a situação é mais heterogênea. Eles abrangem mais de 40 tipos diferentes e podem ter comportamentos bastante distintos entre si.


Outra diferença está na maneira como essas doenças podem evoluir. No linfoma de Hodgkin, a disseminação costuma ocorrer de forma mais previsível, passando de um grupo de linfonodos para outro de forma contígua.


Já os linfomas não Hodgkin podem apresentar evolução lenta ou agressiva, atingir com maior frequência órgãos fora do sistema linfático e exigir diferentes esquemas de tratamento conforme o subtipo.


É a análise das células por meio da biópsia que permite fazer essa diferenciação. Na prática, identificar exatamente o tipo de célula envolvido ajuda a determinar não apenas o nome da doença, mas também como ela tende a evoluir, quais tratamentos podem ser usados e qual resposta é esperada.


O que é o linfoma de Hodgkin?


Assim como o não Hodgkin, o linfoma de Hodgkin é um câncer que se desenvolve no sistema linfático. A doença surge quando células desse sistema sofrem alterações e começam a se multiplicar de maneira desordenada, formando tumores principalmente nos linfonodos.


Ela pode ocorrer em qualquer idade, mas apresenta dois picos mais frequentes: entre adultos jovens de 20 a 35 anos e em pessoas acima dos 60 anos.


O sintoma mais comum é o aumento dos linfonodos, percebido como caroços ou ínguas geralmente indolores, principalmente no pescoço, nas axilas e na virilha. Febre persistente, perda de peso sem causa aparente, cansaço intenso, suor noturno e aumento do volume abdominal também podem ocorrer.


O diagnóstico é confirmado por uma biópsia do linfonodo suspeito, com retirada de parte ou de todo o gânglio para análise em laboratório.


Netinho iniciou tratamento em 2025


Netinho iniciou o tratamento contra o câncer do sistema linfático em março de 2025 e passou a publicar vídeos sobre sua recuperação. Ainda naquele ano, a doença entrou em remissão.


Em maio de 2026, porém, o cantor contou aos fãs que o câncer havia retornado e afirmou que, dessa vez, ele havia reaparecido de forma mais agressiva. Em junho, chegou a anunciar que havia recebido alta médica do tratamento.


Com a nova internação, a equipe informou que Netinho ficará temporariamente afastado das redes sociais. Novas informações sobre seu estado de saúde serão divulgadas pelos canais do artista.


Fonte: G1

 
 
 

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