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'Começou com uma coriza': como a bronquiolite pode evoluir rapidamente em bebês

Uma coriza leve. Um resfriado aparentemente comum. E, de repente, falta de ar, internação e UTI.


Esse é o cenário enfrentado por muitas famílias quando os bebês desenvolvem bronquiolite, doença respiratória causada pelo vírus sincicial respiratório, conhecido como VSR.


A doença é uma das que mais matam crianças de até 2 anos no Brasil e no mundo. Segundo médicos, os sintomas podem piorar rapidamente. “Em menos de 24 horas começa a haver uma piora”, explica o médico Fernando Adami.


Os casos mais graves podem provocar dificuldade intensa para respirar e até pneumonia.

No Hospital Infantil Menino Jesus, em São Paulo, um terço das internações de bebês é causado pelo VSR. O vírus também responde por cerca de 40% das crianças internadas na UTI.


Foi o que aconteceu com Antonella, de 4 meses. A mãe, Thainá, conta que tudo começou com sintomas gripais. “Ela não ficou nem um dia no pronto-socorro e já subiu pra UTI”, disse.


Outra família viveu o susto em dobro. As gêmeas Ísis e Íris tiveram bronquiolite ao mesmo tempo. Uma delas precisou ser internada na UTI. “Eu pensei que ia perder elas”, afirmou o pai das crianças.


Como a doença age


O vírus ataca os bronquíolos, estruturas pequenas dos pulmões responsáveis pela passagem do ar. Quando o organismo reage à infecção, células mortas e secreções podem bloquear a circulação de oxigênio.


Nos quadros mais graves, a doença pode evoluir para pneumonia. Ainda não existe um remédio capaz de curar a bronquiolite. O tratamento é focado em aliviar os sintomas, com hidratação, oxigênio e suporte respiratório.


Vacina no SUS


Desde dezembro, o Sistema Único de Saúde passou a oferecer gratuitamente uma vacina contra o VSR para gestantes entre a 28ª e a 36ª semana de gravidez. A proteção é passada para o bebê ainda durante a gestação.


Segundo o Ministério da Saúde, mais de 1 milhão de grávidas já receberam a dose.

Dados mostram que as internações por VSR caíram 52% nos primeiros meses do ano na comparação com o mesmo período de 2023. Já as mortes diminuíram 63%.


Em clínicas particulares, a vacina pode custar até R$ 2 mil. O SUS também oferece outro tipo de proteção para bebês de até 2 anos com doenças cardíacas ou pulmonares e cujas mães não foram vacinadas: o nirsevimabe, anticorpo de ação imediata.


Especialistas afirmam que a expectativa é de redução ainda maior das internações nos próximos anos com o avanço da vacinação.


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Fonte: O Globo

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