Com surto de gripe, procura por consultas via telemedicina dispara


 
 

O surto de gripe gerada pela variante da influenza H3N2 se expande por todo o país. Com sintomas similares aos da Covid-19, incluindo febre e tosse, a doença causou um aumento de 45% na procura por pronto atendimento via telemedicina em dezembro. Os dados do Grupo Conexa, uma empresa de saúde digital integral, também mostram que cerca de 70% dos atendimentos tiveram como motivação a síndrome respiratória aguda, manifestação clássica da gripe.


A infectologista Simone Sena explica que o vírus é altamente transmissível pela fala, tosse ou espirro. “Os mesmos cuidados que aprendemos com a Covid-19 devem ser tomados para evitar o contágio do H3N2, como uso de máscaras, higienização das mãos e evitar aglomerações. É importante ter a atenção redobrada durante os encontros com familiares e amigos nas festividades de fim de ano, dando sempre preferência a lugares abertos com poucas pessoas e mantendo o distanciamento social”, afirma a médica.


De acordo com Guilherme Weigert, CEO do Grupo Conexa, o aumento da procura por telemedicina em dezembro reflete a preocupação dos brasileiros com o contágio, tanto de Covid-19 quanto de influenza, além do aspecto prático de se realizar uma consulta online.


“Por mais que estejamos acostumados com o atendimento presencial, o teleatendimento é uma forma segura de consultar um especialista sem se preocupar com aglomeração e distância geográfica. Em um momento em que os hospitais estão lotados, é uma ferramenta útil e eficiente para cuidar da saúde da população”, comenta Weigert.


O diretor médico Gabriel Garcez explica que a maioria dos casos de gripe pode ser diagnosticado, tratado e acompanhado à distância. “Nesses casos, a ida ao pronto atendimento presencial expõe o paciente a mais riscos e contribui para a circulação do vírus na sociedade”, diz. O que fazer quando estiver com sintomas?

Só é necessário procurar assistência médica presencialmente caso os sintomas se agravem. Normalmente, é preciso evitar contato com outras pessoas, usar máscara, higienizar as mãos com frequência, hidratar-se, alimentar-se bem e se manter em repouso. Em quadros mais graves, medicamentos antivirais podem ser indicados pelo médico. Além disso, quando bem indicados, testes rápidos podem ser realizados para identificar se os sintomas correspondem ao influenza ou Covid. Caso haja outra pessoa com o diagnóstico confirmado em casa, não é necessário realizar o exame.


Fonte: Metrópoles

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