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Cisto ou abscesso: como quadro de Dora Figueiredo pode servir de alerta para problemas no ânus



Nesta semana, um vídeo da influenciadora Dora Figueiredo chamou a atenção por revelar um problema de saúde curioso: uma inflamação na região do ânus.


Em setembro, a produtora de conteúdo viralizou após relatar um caso polêmico envolvendo uma obra em seu apartamento alugado.


Na publicação mais recente, Dora começa o vídeo contando que terá que passar por uma cirurgia no ânus. A informação se torna ainda mais surpreendente à medida que a influenciadora explica que este será o terceiro procedimento na região em menos de um ano.


"No começo desse ano começou a crescer um nódulo ali perto do meu 'butico'. Ele começou a inchar um pouquinho e eu imaginei que era um pelo encravado, que ia passar rápido", relata Dora Figueiredo no vídeo.

A situação se agravou, mesmo com o uso de antibióticos, surgindo a necessidade de mais de uma operação para solucionar o problema.


Apesar de inusitado, o caso é mais comum do que parece. Especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que há dois tipos principais de problemas na região: o cisto pilonidal e o abscesso perianal.


Cisto pilonidal


O cisto pilonidal é caracterizado por um inchaço na região do fim da coluna, logo abaixo do cóccix.


De acordo com a dermatologista do Hospital Albert Einstein Patricia Karla de Souza, o cisto ocorre por conta da penetração de pelos ou acúmulo de restos dérmicos.


O corpo reconhece esses resíduos como um corpo estranho, o que acarreta uma reação inflamatória.


Muitas vezes, a bolsa de pus formada em decorrência do cisto estoura, por ser uma região de muito atrito.


"O tratamento definitivo é cirúrgico. Se a região estiver muito inflamada e o paciente tiver dor, é possível fazer uso de antibióticos, mas é preciso realizar um procedimento de drenagem", detalha a dermatologista Patricia Souza.

Embora seja um problema numa camada mais superior da pele, a solução definitiva é a retirada cirúrgica do cisto.


Abscesso perianal


Já o abscesso perianal se trata de uma inflamação de uma glândula mais próxima à região do ânus.


Nesse caso, a inflamação evolui formando um abscesso – também caracterizado por uma bolsa de pus – e, posteriormente, uma fístula.


O cirurgião colorretal do Hospital Sírio Libanês Marcelo Averbach explica que a chamada fístula perianal é uma espécie de caminho que surge após a drenagem do pus.


"Uma vez que o abscesso é drenado, seja por cirurgia ou pelo próprio corpo, cria-se um caminho entre o ponto que foi drenado e a parte interna do ânus", afirma Averbach.


Nesse caso, o tratamento precisa ser cirúrgico e vai depender da relação entre a fístula e o esfíncter anal do paciente.


"Tem uma gama muito grande de opções cirúrgicas para solucionar esse problema. Por isso, os procedimentos, às vezes, precisam ser feitos em mais de uma etapa", pondera Marcelo Averbach.

Essa é uma das hipóteses do que pode ter acontecido com a influenciadora Dora Figueiredo.

O cirurgião ainda explica que, assim como o caso de Dora, a recuperação dessas cirurgias é delicada e, muitas vezes, requer fisioterapia. Isso porque, quando há um corte no pedaço do músculo da região, o movimento pode ser parcialmente comprometido.


Importância da busca de um médico


Ao longo do vídeo, a influenciadora conta que procurou diversos especialistas para tentar solucionar o problema. E acabou postergando a primeira cirurgia por conta de compromissos profissionais.


Entretanto, com a espera, o quadro se agravou, gerando mais dor e a necessidade imediata de um procedimento cirúrgico – mesmo após o uso de antibióticos.


Ambos os especialistas ressaltam a necessidade de ir ao médico quando se percebe algum tipo de inchaço na região, seja por conta de um cisto pilonidal ou de um abscesso perianal.


Esses sintomas têm que ser valorizados. A infecção pode culminar num abscesso, numa bolha de pus. Se isso existe, é importante que seja drenado. Apareceu uma bolinha dolorida perto do ânus, é fundamental que um médico seja consultado.

— Marcelo Averbach, cirurgião colorretal do Hospital Sírio Libanês


Fonte: G1

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