Brasileiros beberam mais e engordaram mais no primeiro ano da pandemia, aponta estudo


 
 

Os brasileiros beberam mais e engordaram mais no primeiro ano da pandemia, segundo um estudo publicado nesta segunda-feira (17) pelo Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS). O levantamento mostrou que casos de hipertensão e diabetes dispararam.


A organização analisou os dados recolhidos pelo Ministério da Saúde na sua Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) e avaliou que houve piora em todos os indicadores de doenças crônicas.

Segundo o IEPS, 21,5% dos brasileiros adultos estavam obesos em 2020. O critério utilizado para a avaliação do sobrepeso e obesidade é o Índice de Massa Corporal (IMC) – a partir dele, é possível identificar complicações metabólicas e riscos para a saúde. A Vigitel é realizada anualmente pelo Ministério da Saúde por meio de entrevistas telefônicas, mas por conta da pandemia, a edição de 2021 terminará apenas em fevereiro deste ano.

A análise do IEPS alertou também para um aumento no consumo de bebidas alcoólicas durante a pandemia – que foi de 18,8%, em 2019, para 20,9% em 2020. Outro ponto de atenção, segundo os pesquisadores, é a redução da população que realiza atividades físicas.

O único ponto de destaque, segundo o levantamento, foi o número de fumantes, que caiu durante o período da pandemia chegando a 6,7% da população adulta – em 2006, com o início da Vigitel, esse número era 13,4%. Desigualdade O estudo "Doenças Crônicas e Seus Fatores de Risco e Proteção: Tendências Recentes no Vigitel" mostrou também que pessoas com menor escolaridade estão mais propensas a ter doenças crônicas, como hipertensão e diabetes.

O percentual de hipertensos e diabéticos entre aqueles com até 8 anos de estudo é quase três vezes maior do que no grupo com 12 anos de estudo ou mais.

Enquanto entre os menos escolarizados 44,7% foram diagnosticados com hipertensão arterial e 15,2% com diabetes mellitus, no grupo com maior escolaridade essas taxas foram de 15,2% e 4,4%, respectivamente. “Observamos um gradiente claro entre nível de escolaridade e prevalência de doenças e fatores de risco no ano de 2020, o que sugere uma relação entre saúde da população e determinantes sociais”, indica o documento. Fonte: G1

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