top of page

Bocejo pode tirar a mandíbula do lugar? Especialista explica caso de jovem do DF que viralizou

😴Você dá um bocejo, aquela espreguiçada gostosa... e a mandíbula resolve que é hora de sair do lugar. 😮


Foi o que aconteceu com o adolescente Felipe Santos Firmino, de 14 anos, morador do Distrito Federal. O jovem teve de passar por dois hospitais para destravar a mandíbula, que "desencaixou" enquanto ele bocejava. O caso viralizou nas redes sociais.


🔍 Apesar de parecer incomum, o caso tem explicação médica e pode estar relacionado a características da própria articulação da mandíbula.


Segundo o cirurgião bucomaxilofacial Rodrigo Fromer, a luxação da articulação temporomandibular (ATM) — estrutura que liga a mandíbula ao osso temporal do crânio — acontece quando o côndilo (a "cabeça" da mandíbula) ultrapassa um limite anatômico da articulação e fica preso fora de posição.


"Quando tem uma eminência articular muito rasa, esse movimento do côndilo pode ultrapassar essa estrutura óssea. Aí, acontece a luxação", explica o especialista.

De acordo com o especialista, algumas pessoas têm uma predisposição anatômica para desenvolver o problema.


A frouxidão dos ligamentos que ajudam a estabilizar a articulação também pode favorecer a ocorrência.


Além disso, movimentos que exigem abertura máxima da boca – como o bocejo inocente dado por Felipe – podem desencadear a luxação.


Há sinais de alerta?


Segundo Rodrigo Fromer, muitas vezes a luxação não acontece de forma totalmente inesperada.

Antes do travamento completo, alguns pacientes apresentam episódios de subluxação. Nesses casos, a mandíbula dá a sensação de que vai travar, mas retorna à posição normal sozinha.


"É a sensação de abertura, travamento, abertura e travamento, mas sem travamento completo", afirma Fromer.

  • ⚠️ Esse tipo de episódio pode ser um sinal de alerta: segundo o especialista, quem percebe repetidamente essa sensação deve procurar avaliação. De preferência, com um cirurgião bucomaxilofacial.


O que fazer se a mandíbula travar?


🚨 🩺 A orientação é procurar atendimento médico imediatamente.


"É uma condição que não é autorreduzível. Ou seja, a própria pessoa não consegue recolocar a mandíbula no lugar. É necessária a ajuda de um profissional", explica o médico.

O especialista indicado para fazer a manobra é o cirurgião bucomaxilofacial. Quanto mais tempo a mandíbula permanece luxada, mais difícil pode ser o procedimento, porque os ligamentos ficam distendidos e a musculatura pode entrar em contração.


Dor pode durar semanas


Ao g1, Matteus Santos Firmino, irmão de Felipe, contou que a mandíbula do adolescente saiu do lugar no último dia 27.


Ele ficou de repouso por 5 dias e segue em recuperação. No entanto, a família conta que ele ainda sente dor ao comer alimentos mais duros e chegou a ter a sensação de que a mandíbula quase saiu novamente.


O adolescente, no entanto, já voltou às aulas e se recupera em casa.


De acordo com o cirurgião bucomaxilofacial, depois que a mandíbula volta ao lugar, é esperado que a pessoa ainda sinta dor e tenha dificuldade para mastigar por alguns dias.


Isso acontece porque a luxação provoca estiramento dos ligamentos, contração muscular e um processo inflamatório na articulação que pode durar uma ou duas semanas.


Durante esse período, a recomendação é priorizar alimentos de consistência mais macia e evitar abrir excessivamente a boca.


O especialista explica ainda que depois de uma primeira luxação, existe maior possibilidade de novos episódios.


Quando as ocorrências passam a ser frequentes, pode haver indicação de cirurgia para corrigir alterações anatômicas da articulação e evitar novos deslocamentos.


"Consideramos uma luxação recidivante quando ocorrem três ou mais episódios ao longo de seis meses", explica o médico.

Susto na família


Segundo Matteus, o adolescente chegou mais cedo da escola e estava com a mãe na sala de casa, deitou no sofá e bocejou.


"Quando ele foi bocejar, a boca dele simplesmente travou. Ele não conseguia falar, apenas gritar", diz Matteus.

A família foi para o Hospital Regional do Paranoá. Segundo Matteus, o irmão recebeu uma pulseira laranja, fez raio-x e tomografia, mas o hospital não tem especialista bucomaxilo — cirurgião-dentista com especialização em cirurgia e traumatologia da boca, dos maxilares e da face.


"Ele começou a passar muito mal, começou a ter crise, muita dor", diz Matteus.

O hospital solicitou uma ambulância e Felipe foi levado para o Hospital de Base, na Asa Sul, onde havia um profissional dessa especialidade. A mandíbula foi colocada no lugar e Felipe voltou para casa, com orientação de repouso por cinco dias.


Fonte: G1

Comentários


© 2020 Portal Saúde Agora. Tudo sobre SAÚDE em um só lugar!

  • Instagram
logoportal1.png
bottom of page