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Aos 24 anos, jovem infarta e só percebe gravidade ao vomitar sangue

A influenciadora inglesa Faye Greenwood teve um infarto durante sua viagem de férias a Paris no início de 2025 e só passou pelos procedimentos de emergência que deveria mais de 24 horas após os primeiros sinais do ataque cardíaco. Seu estado era tão grave que ela estava vomitando o que parecia ser sangue.


O caso da jovem de 24 anos começou com sintomas inespecíficos e diferente daqueles que são apontados como os mais característicos pelo Ministério da Saúde. Ela acordou se sentindo indisposta e com confusão mental e pediu que seu namorado chamasse uma ambulância.


Ao chegar ao hospital, tanto pela dificuldade do idioma como pelo seu estado de saúde, ela não conseguiu explicar o que estava sentindo e foi mandada para uma sala de espera.


Ela ficou na emergência por 2h até que se cansou de esperar. “Decidi voltar para o hotel e pensei que talvez eu estivesse sendo dramática e exagerando os meus sintomas. Decidi dormir para melhorar, mas acordei já vomitando sangue”, afirma ela em um post no Instagram sobre sua jornada de saúde.


Sintomas comuns e atípicos de infarto em mulheres


Sintomas típicos:

  • Dor no peito que pode irradiar para braço, ombro ou mandíbula

  • Suor frio

  • Falta de ar


Sintomas atípicos mais comuns em mulheres:

  • Dor ou desconforto no estômago

  • Náuseas e vômitos

  • Cansaço ou fraqueza sem motivo aparente

  • Indigestão ou mal-estar intenso

  • Tontura ou desmaio

  • Palpitações


Longo tratamento levou ao transplante


Ao perceber a piora dos sintomas, o namorado voltou a chamar a ambulância e Faye foi levada diretamente para uma sala de cirurgia. Ela estava com uma artéria obstruída, precisou colocar um stent e depois foi repatriada para a Inglaterra em uma UTI aérea.


Ela fez um tratamento medicamentoso para tentar recuperar a plasticidade das áreas afetadas do coração pelo entupimento, que acabaram ficando cheias de tecido cicatricial, mas o órgão permanecia debilitado. A influenciadora, então, foi colocada na fila de transplantes pela insuficiência cardíaca adquirida.


Enquanto esperava, ela teve outro entupimento cardíaco, que foi tratado, e passou a usar um dispositivo de assistência biventricular (BiVAD), uma bomba mecânica implantável que auxilia os ventrículos do coração a bombear sangue.


“Eu estava praticamente vivendo no hospital há meses e me sentia bem sem esperança, mas finalmente acharam um órgão compatível. Eu não acreditava o tanto que era sortuda de voltar a sentir o coração batendo no meu peito”, afirma a influencer.

Cinco meses após o infarto, ela conseguiu voltar para casa definitivamente. Embora as despesas de seu tratamento tenham ficado em 54 mil libras (quase 400 mil reais), ela decidiu não arrecadar dinheiro entre seus seguidores e pediu que eles doem para outras causas de saúde.

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O que leva alguém jovem a infartar?


Dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) apontam que, entre 1990 e 2019, as mortes por infarto entre mulheres de 15 a 49 anos aumentaram 62%.


Muitos são os fatores que podem estar relacionados a esse aumento de casos em pessoas mais jovens. A falta de atividade física regular e o crescimento da taxa de sobrepeso e obesidade na população jovem são fatores de risco para o ataque cardíaco.


Além disso, o ritmo de vida acelerado, com altos níveis de estresse contínuo e a falta de sono de qualidade também afetam negativamente o sistema cardiovascular. No caso de Faye, ela não revelou se tinha alguma condição cardíaca prévia que pudesse explicar seu infarto tão jovem.


Fonte: Metrópoles

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