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Surto de virose atinge cruzeiro de luxo na Europa e deixa cerca de 200 passageiros doentes

Um cruzeiro de luxo que partiu do Reino Unido rumo aos fiordes noruegueses foi marcado por um surto de virose estomacal que deixou cerca de 200 passageiros doentes. O Balmoral, navio da Fred Olsen Cruise Lines, havia iniciado uma viagem de dez noites saindo de Southampton, cidade na Inglaterra, e enfrentou o problema sanitário ao longo da travessia, segundo relatos publicados pela imprensa britânica, nesta semana.


De acordo com um passageiro ouvido pelo Shetland Times, que preferiu não se identificar, anúncios diários a bordo informavam sobre o aumento no número de pessoas com “sintomas de gastroenterite”. Ele afirmou que tanto ele quanto a esposa passaram mal durante a viagem. O navio tem capacidade para cerca de 1.250 hóspedes e 537 tripulantes, o que indica que aproximadamente 11% das pessoas a bordo foram afetadas por sintomas como náuseas, vômitos e diarreia.


Confinamento a bordo e impacto no roteiro


A causa do surto não foi confirmada oficialmente, mas o site especializado Cruisehive apontou o norovírus como o agente mais provável. Para conter a disseminação, a tripulação adotou protocolos rigorosos, colocando o navio em estado de confinamento, segundo o jornal Press and Journal. Todos os decks foram fechados, assim como os cinco restaurantes do Balmoral, e o autosserviço nas refeições foi suspenso.


As restrições alteraram profundamente a rotina a bordo. Eventos sociais, como bailes, foram cancelados, e itens de uso coletivo — como livros, quebra-cabeças e cartas de baralho — foram recolhidos. Passageiros relataram um clima de apreensão, apesar dos esforços da equipe para intensificar a limpeza das áreas comuns.


As dificuldades se agravaram com as más condições meteorológicas, que tornaram inseguro o atracamento do navio em Lerwick, nas ilhas Shetland, durante o Up Helly Aa, maior festival viking da Escócia. A escala fazia parte do roteiro original e era aguardada por muitos viajantes.


Em entrevista ao Press Journal, a passageira Julie Homer afirmou que o vírus transformou o cruzeiro em um “ambiente desagradável”. Segundo ela, após dias de mar agitado e o anúncio do surto, os procedimentos a bordo mudaram drasticamente. Homer contou que contraiu a virose em 26 de janeiro e precisou permanecer isolada na cabine por 48 horas, sob acompanhamento de uma enfermeira. Mesmo após o desembarque, relatou persistência de sintomas como cansaço, dores de cabeça e desconforto estomacal.


A Fred Olsen Cruise Lines afirmou, por meio de Kate Bunyan, diretora de serviços de saúde da companhia, que compreende a frustração dos passageiros por perderem o festival, mas ressaltou que a segurança é prioridade. Segundo ela, medidas imediatas foram implementadas para reduzir a transmissão, e a equipe médica permaneceu disponível durante toda a viagem. A empresa informou ainda que o Balmoral retornaria a Southampton com atraso para permitir uma limpeza profunda do navio e do terminal.


Fonte: O Globo

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