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Norovírus, Gripe e Hantavírus: Maiores surtos em navios de luxo na história

Cruzeiros de luxo costumam ser associados a descanso e conforto. No entanto, algumas viagens ficaram marcadas por outro motivo: surtos de doenças infecciosas.


Isso acontece porque navios concentram muitas pessoas em espaços compartilhados. Restaurantes, piscinas, corredores e cabines favorecem a circulação de vírus e bactérias.


Embora surtos em navios sejam monitorados de perto, alguns episódios entraram para a história. Seja pelo número de infectados ou pela gravidade dos casos. Veja os principais.


Norovírus: o “vilão” mais comum dos cruzeiros


O norovírus é, de longe, o agente infeccioso mais associado a surtos em navios. Ele provoca gastroenterite e costuma causar sintomas como vômito, diarreia, náusea e dor abdominal.


Além disso, o vírus é altamente contagioso. Ele pode se espalhar rapidamente por alimentos contaminados, superfícies e contato entre pessoas.


Um dos episódios mais conhecidos aconteceu no navio Queen Mary 2, em 2025.


Mais de 240 pessoas apresentaram sintomas de norovírus durante a viagem, segundo dados do Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC/Centers for Disease Control and Prevention).


Outro caso recente chamou atenção no Brasil. Em janeiro de 2025, a Anvisa monitorou um surto de norovírus no cruzeiro MSC Grandiosa. Isso ocorreu após mais de 120 passageiros apresentarem sintomas gastrointestinais.


Segundo o CDC, o norovírus continua sendo o principal responsável pelos surtos registrados em navios de cruzeiro.


Gripe e vírus respiratórios também já causaram preocupação


Além dos problemas gastrointestinais, vírus respiratórios também já provocaram surtos em navios.


A gripe, causada pelo vírus influenza, costuma preocupar especialmente idosos e pessoas com doenças crônicas. Isso porque o ambiente fechado facilita a transmissão por gotículas respiratórias.


Durante a pandemia de Covid-19, navios também enfrentaram grandes crises sanitárias. O caso mais emblemático foi o do Diamond Princess, no Japão, em 2020.


Na época, mais de 700 pessoas foram infectadas pelo coronavírus após um passageiro testar positivo durante a viagem. O episódio se tornou símbolo dos desafios de conter doenças infecciosas em ambientes confinados.


Embora Covid-19 não seja gripe, especialistas afirmam que o episódio mostrou como vírus respiratórios conseguem se espalhar rapidamente em cruzeiros.


Hantavírus: o surto raro que acendeu alerta global


Em 2026, um caso raro chamou atenção das autoridades internacionais de saúde.

Um surto de hantavírus foi investigado a bordo do navio de expedição de luxo MV Hondius, após passageiros apresentarem doença respiratória grave. Casos confirmados e suspeitos foram monitorados pela Organização Mundial da Saúde (OMS).


Segundo a OMS, houve registros de febre, sintomas gastrointestinais, pneumonia grave e síndrome respiratória aguda entre os afetados. O episódio levou à quarentena e monitoramento de passageiros em diferentes países.


O hantavírus é considerado raro. Na maioria das vezes, ele está ligado ao contato com urina, fezes ou saliva de roedores infectados. Diferentemente do norovírus, não é uma infecção comum em cruzeiros.


Viajar de navio é perigoso?


Não necessariamente.


Especialistas e órgãos sanitários destacam que surtos em navios são relativamente incomuns quando comparados ao volume total de passageiros todos os anos.


Além disso, navios seguem protocolos rigorosos de higiene e monitoramento. Em muitos casos, surtos são detectados mais rápido do que em terra justamente pela vigilância constante.

Mesmo assim, alguns cuidados ajudam a reduzir riscos:


  • Higienizar as mãos com frequência.

  • Evitar contato próximo com pessoas doentes.

  • Atualizar vacinas, incluindo gripe.

  • Procurar atendimento ao apresentar sintomas.


A recomendação é ainda mais importante para idosos, crianças pequenas e pessoas imunossuprimidas.


Fonte: Metrópoles

 
 
 

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