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Energéticos serão proibidos para menores de 16 anos na Inglaterra a partir de abril de 2027

A Inglaterra confirmou, nesta quinta-feira, que vai proibir a venda de bebidas energéticas com altas doses de cafeína para menores de 16 anos a partir de abril de 2027. Segundo o governo britânico, estima-se que 100 mil crianças no país consumam diariamente os produtos, e as evidências sugerem impactos negativos na saúde física e mental.


A Academia Americana de Pediatria não recomenda a ingestão de café e outros produtos que contenham cafeína a crianças menores de 12 anos. Entre 12 e 18 anos, o consumo deve ser limitado a menos de 100 mg de cafeína por dia – pouco menos que uma xícara pequena. Para adultos saudáveis, o indicado é até 400 mg diários.


A nova legislação na Inglaterra vai proibir a venda de bebidas energéticas que contenham mais de 150 mg de cafeína por litro. Uma lata de 250 ml, que geralmente contém 80 mg, portanto, já não poderá mais ser comercializada na faixa etária. A medida abrangerá vendas em todos os estabelecimentos de varejo, incluindo lojas, máquinas de venda automática e sites e plataformas on-line.


A decisão foi tomada após uma consulta pública realizada entre setembro e novembro do ano passado, que recebeu quase 1,1 mil manifestações de empresas, organizações de saúde pública, órgãos de fiscalização e membros do público. De acordo com o governo, a consulta teve forte apoio à introdução de uma restrição de idade.


“Sabemos que milhares de crianças na Inglaterra as consomem diariamente, mas as evidências são claras de que isso pode causar ansiedade, afetar o sono e a concentração e ter um impacto prejudicial sobre a educação. Essa proibição reduzirá as oportunidades de as crianças comprarem bebidas prejudiciais à sua saúde e ao seu bem-estar e demonstra nosso firme compromisso com a criação da geração de crianças mais saudável de todos os tempos”, diz, em nota, a ministra da Saúde Pública, Sharon Hodgson.


Empresas que violarem a nova lei estarão sujeitas a multas de até 2,5 mil libras, cerca de R$ 17,1 mil na cotação atual. A proibição está prevista para entrar em vigor em abril de 2027, mas ainda é sujeita à aprovação do Parlamento.


“Esta é uma política extremamente popular, apoiada por pais, profissionais de saúde e pelo público, e um passo vital para proteger a saúde das crianças. Evidências robustas associam as bebidas energéticas com alto teor de cafeína à ansiedade, ao sono ruim, à redução da concentração e a prejuízos ao aprendizado e ao bem-estar”, defende Katharine Jenner, diretora-executiva da Obesity Health Alliance.


A ministra da Educação, Olivia Bailey, destaca que a medida pode ter ainda um impacto no aprendizado de jovens da Inglaterra, já que as bebidas “prejudicam sua concentração em sala de aula”.


Fonte: O Globo

 
 
 

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