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Dados de saúde de 500 mil pacientes do Reino Unido aparecem à venda online

O governo do Reino Unido investiga como dados vinculados ao UK Biobank, uma das maiores bases de pesquisa em saúde do mundo, foram parar à venda na plataforma chinesa Alibaba. O caso envolve um conjunto de informações que aparentava reunir dados de até 500 mil voluntários.


A suspeita veio à tona após a própria instituição comunicar o governo britânico sobre anúncios publicados na plataforma por diferentes vendedores. Segundo o ministro da Ciência, Ian Murray, os registros foram identificados em três listagens distintas, posteriormente removidas.


O UK Biobank afirmou que os dados compartilhados não continham informações de identificação direta, como nomes, endereços ou contatos. Ainda assim, o episódio levantou preocupações sobre o uso indevido de bases de dados de saúde, mesmo quando anonimizadas.


De acordo com o governo, não há evidências de que os arquivos tenham sido comprados antes de serem retirados do ar. As autoridades também informaram que três instituições de pesquisa tiveram o acesso revogado após serem identificadas como possíveis fontes do vazamento.


Violação e resposta imediata


Em comunicado oficial, o UK Biobank classificou o caso como uma violação clara das obrigações contratuais assumidas por pesquisadores que utilizam a base de dados. A instituição anunciou a abertura de uma investigação interna e suspendeu temporariamente o acesso à plataforma enquanto revisa seus protocolos de segurança.


Entre as medidas adotadas estão a limitação do volume de dados que podem ser exportados e o monitoramento mais rigoroso de downloads, com o objetivo de detectar comportamentos suspeitos.


Apesar da gravidade do caso, a organização afirmou que não há indícios de que os participantes tenham sido identificados individualmente.


O governo britânico também levou o episódio ao Information Commissioner's Office, órgão responsável pela proteção de dados no país.


Por que o caso preocupa


Bases como a do UK Biobank são fundamentais para pesquisas científicas, especialmente em áreas como genética, epidemiologia e doenças crônicas. Elas reúnem grandes volumes de informações de voluntários para ajudar a entender fatores de risco e desenvolver tratamentos.


Mesmo quando anonimizados, esses dados exigem alto nível de proteção. Especialistas alertam que, dependendo do volume e do cruzamento de informações, pode haver risco de reidentificação — o que torna episódios como esse particularmente sensíveis.


O governo britânico classificou o caso como um “abuso inaceitável” e afirmou que vai reforçar a fiscalização sobre o uso de dados em pesquisas, especialmente quando há compartilhamento internacional.


Fonte: G1

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