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Casal processa clínica de fertilização nos EUA após DNA revelar que outro homem é pai biológico da filha

há 12 minutos
2 min de leitura

Uma família da Flórida, nos Estados Unidos, processou uma clínica de fertilização em Jacksonville após um teste de DNA revelar que o esperma usado na fertilização in vitro que resultou no nascimento da filha do casal pertencia, segundo a ação, a outro homem. Natalie e Joshua Strong descobriram a incompatibilidade um dia após o nascimento da menina, em junho de 2025, depois de perceberem que o tipo sanguíneo dela não correspondia ao dos pais.


Teste de DNA confirmou que Joshua não era o pai biológico


Segundo o processo, Natalie é O negativo e Joshua, A negativo, enquanto a filha nasceu B positivo. Um exame genético posterior confirmou que Natalie é a mãe biológica, mas apontou probabilidade de paternidade de 0% para Joshua. O casal afirma que a Brown Fertility Associates teria utilizado uma amostra de esperma de outro homem para criar o embrião.

— Eu simplesmente não consigo entender como um pequeno erro como esse pode afetar nossas vidas para sempre — disse Natalie à CBS News, neste mês de setembro.


O casal afirma ainda que não sabe o que aconteceu com o material genético de Joshua, que havia sido coletado e congelado para o tratamento. Eles têm três embriões restantes na clínica e temem que o mesmo problema possa ter ocorrido com eles. Joshua também questiona se seu esperma pode ter sido utilizado no tratamento de outra paciente.


— Se houver outros filhos em potencial em algum lugar, não temos ideia — disse ele à CNN.


Clínica nega acusação


Os Strongs afirmam ter tentado obter respostas da clínica por quase um ano antes de recorrer à Justiça. A ação também busca esclarecer quem é o pai biológico da menina e o destino do esperma de Joshua. O advogado do casal, Rob Marcereau, disse que a família quer entender "o que aconteceu" e como o suposto erro teria ocorrido.


A Brown Fertility nega as acusações. Procurada pela imprensa, a clínica afirmou que não fará novos comentários enquanto o processo estiver em andamento.


Apesar da disputa judicial, Natalie afirmou que a descoberta não alterou o vínculo com a filha. Segundo ela, o casal pretende contar à menina sobre sua origem genética quando ela tiver idade suficiente para compreender a história. O processo pede mais de US$ 50 mil em indenização.


Fonte: O Globo

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