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Bairro da Califórnia entra em alerta após seis crianças desenvolverem o mesmo tipo 'extremamente raro' de câncer

Um bairro do sul da Califórnia entrou em alerta após seis crianças serem diagnosticadas com sarcoma de Ewing, um tipo extremamente raro de câncer que afeta principalmente ossos e tecidos moles. Os casos foram registrados em Ladera Ranch, comunidade de cerca de 26 mil habitantes localizada no Condado de Orange, e motivaram pedidos por uma investigação para apurar uma possível causa ambiental, segundo informações do jornal The Guardian.


A preocupação mobilizou centenas de moradores, que participaram de uma reunião comunitária nesta semana para cobrar respostas das autoridades. Durante o encontro, além dos casos envolvendo crianças, moradores relataram outros diagnósticos de câncer em adultos e até em animais de estimação, aumentando a apreensão na região.


O sarcoma de Ewing é um câncer raro que ocorre, sobretudo, em crianças e jovens adultos. De acordo com a Sociedade Americana do Câncer, não há causas conhecidas relacionadas ao estilo de vida ou ao meio ambiente para esse tipo da doença. Mesmo assim, parte da população acredita que os casos possam estar ligados ao uso de herbicidas e pesticidas que são usados na comunidade.


— Estamos muito preocupados com os pesticidas que estão sendo pulverizados por toda a comunidade. Muitas vezes, quando estou caminhando, vejo a pulverização acontecendo; pergunto o que estão aplicando, mas não nos informam — afirmou a moradora Liesl Heizt à emissora ABC7.


O morador Brian Dalton perdeu a sua filha Lily, de 23 anos, no início deste ano, após ela ser diagnosticada com o mesmo tipo de câncer.


— Não quero que outra mãe tenha de segurar a mão do filho durante tratamentos intermináveis, rezando por mais um aniversário e planejando um funeral em vez de um futuro — disse.


Diante da repercussão dos casos, a vice-presidente do Conselho de Supervisores do Condado de Orange, Katrina Foley, enviou uma carta ao governo da Califórnia pedindo agilidade nas investigações e mais transparência na divulgação das informações.


Na semana passada, o procurador-assistente dos Estados Unidos Bill Essayli também solicitou à Agência de Proteção Ambiental (EPA) que investigue o agrupamento de casos para verificar se existe alguma causa ambiental associada aos diagnósticos.


Segundo Essayli, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) e o Instituto Nacional do Câncer reconhecem que padrões incomuns de câncer e preocupações da população sobre possíveis exposições ambientais devem ser avaliados por meio de um processo sistemático e baseado em evidências científicas.


Fonte: O Globo

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