Vitamina D e ômega 3 podem prevenir doenças autoimunes, diz estudo


 
 

Pesquisadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, descobriram que a suplementação de vitamina D e óleo de peixe com ômega 3 pode ajudar a prevenir o desenvolvimento de doenças autoimunes em idosos. Segundo os cientistas, doenças como artrite reumatoide, psoríase, condições ligadas à tireoide e polimialgia reumática podem ser evitadas com os suplementos.


De acordo com o estudo, indivíduos com mais de 50 anos que tomam cerca de 2 mil unidades de vitamina D3 por cinco anos têm 22% menos chance de desenvolver as doenças autoimunes. A dose é cerca de três vezes maior que a recomendada diariamente para adultos.


Dois anos depois de começar a tomar o suplemento, a taxa de prevenção para desordens autoimunes subiu para 39%, dizem os pesquisadores. O documento foi publicado nessa quarta (26/1) na revista científica BMJ, e analisou dados de 25.871 homens e mulheres com mais de 50 anos.


Também foi testada a ingestão de um suplemento de óleo de peixe rico em ômega 3, mas a associação com as doenças autoimunes não foi considerada estatisticamente significante.


Porém, quando a dieta incluía a vitamina D e o óleo de peixe, foi percebida uma queda na chance de desenvolver doença autoimune de 30%, quando comparada com o grupo que tomou placebo.


Cuidado com os suplementos


Apesar dos resultados promissores, os cientistas alertam que não é recomendado tomar doses além das indicadas pelo médico sem acompanhamento. A vitamina D, por exemplo, é armazenada na gordura e não é eliminada pela urina — por isso, pode se acumular em níveis tóxicos que podem levar a dor nos ossos e danos nos rins.


O estudo também analisou a relação da suplementação com a prevenção de câncer e doenças cardiovasculares, mas não foi detectada nenhuma diferença entre os pacientes.

Pesquisas anteriores já mostraram que a vitamina D e o ômega 3 têm efeitos contra inflamações e a favor do sistema imunológico em pessoas com desordens autoimunes, quando o corpo ataca os próprios tecidos. A pesquisa continuará analisando os dados dos pacientes para determinar exatamente quais doenças são prevenidas pelos suplementos.


Fonte: Metrópoles

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