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Veja 4 hábitos que você deve evitar se possui refluxo



O refluxo gastroesofágico atinge cerca de 25 milhões de brasileiros, de acordo com o Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva (CBCD). A doença ocorre quando há retorno do conteúdo do estômago para o esôfago em direção à boca.


O problema ocorre devido a alterações anatômicas no músculo que liga o esôfago ao estômago e pode aparecer em qualquer fase da vida.


A doença, geralmente, se manifesta com arrotos constantes e sensações como azia, dor no tórax e bolo na garganta. Os sintomas pioram quando o paciente se dobra para pegar algo no chão ou quando dorme após fazer as refeições. Tosse seca e pigarro também são sintomas frequentes

O nutrólogo Tasso de Carvalho explica a importância de tratar adequadamente o problema. “O refluxo gastresofágico pode causar complicações como esofagite, úlcera esofágica, esôfago de Barrett e até câncer de esôfago”, afirma o médico.


O refluxo pode ser consequência de costumes cotidianos, especialmente na alimentação. Veja 5 hábitos que você deve abandonar caso tenha refluxo:


1. Consumir bebidas gasosas


Um dos piores vilões do esôfago são as bebidas gaseificadas. Quando entram em contato com esse órgão, os gases aumentam a pressão dentro do corpo e provocam o refluxo. No estômago, as bebidas aumentam a liberação de ácido clorídrico e irritam o trato digestivo.


2. Tomar café em excesso


A cafeína é prejudicial quando ingerida habitualmente por pessoas com refluxo. O café e outras bebidas ricas na substância, como o chá mate, prejudicam a mucosa gástrica e resultam no relaxamento da esfíncter do esôfago, que é o c músculo responsável por iniciar o processo de deglutição.


O relaxamento da esfíncter do esôfago torna mais suscetível que o ácido do estômago volte ao esôfago, causando a sensação de queimação do refluxo.


3. Comer chocolate sempre


O chocolate é rico em gorduras, cafeína e teobromina, substâncias que irritam a mucosa do estômago e provocam o relaxamento da esfíncter do esôfago.


Para não deixar o chocolate de fora da dieta, evite consumi-lo com frequência, e sempre opte por pequenas quantidades.


4. Ingerir bebidas alcóolicas


O tabagismo e o alcoolismo prejudicam o sistema digestivo de diversas formas, e podem gerar complicações sérias com o passar do tempo.


Enquanto a alimentação causa o relaxamento temporário da válvula do esôfago, o fumo e as bebidas alcoólicas enfraquecem o esfíncter a longo prazo, podendo tornar esse problema irreversível.


No caso do álcool, o problema é ainda maior em se tratando de bebidas gaseificadas, como cervejas e drinques com refrigerantes ou energéticos.


Diagnóstico e tratamento


O diagnóstico do refluxo gastroesofágico é feito por exames como endoscopia e pHmetria de 24h, indicados por um gastroenterologista.


O tratamento para casos moderados dessa condição de saúde pode ser feito com mudanças na alimentação e na rotina. Segundo Tasso de Carvalho, elevar a cabeceira da cama em cerca de 15 cm e evitar comer até 3 horas antes de se deitar ajudam bastante a reduzir os sin.


O médico também sugere o consumo de água com limão, chás de gengibre e camomila, e bicarbonato de sódio diluído em água como opções para amenizar os sintomas.


Em casos mais graves, o tratamento clínico é necessário, e quando a resposta do corpo é negativa à medicação, a cirurgia antirrefluxo é recomendada.


Fonte: Metrópoles

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