Variabilidade do cuidado: um problema sério (e pouco conhecido)

Você já ouviu, de profissionais de saúde, opiniões diferentes sobre qual tratamento escolher? Ou então percebeu que um mesmo problema, dependendo do médico ou da sua região, era remediado de formas distintas? A isso se dá o nome de variabilidade do cuidado.

O tema preocupa e vem sendo discutido em todo mundo desde os primórdios dos anos 1970, quando foram observadas as primeiras diferenças de atendimento conforme a localização geográfica. Desde então, o problema só se avolumou — ainda assim, aposto que você pouco ouviu falar do assunto, embora ele te afete diretamente.

Associada à falta de padrões nos protocolos de atendimento, a variabilidade do cuidado impacta no sucesso dos exames e dos tratamentos. Mas, afinal, por que existem inúmeros jeitos de cuidar de um mesmo paciente?

Um dos fatores é a falta de recursos financeiros para uma abordagem unânime. Sem equipamentos ou dinheiro para bancar opções modernas, os especialistas não raro precisam recorrer a um “plano B”.

Além disso, cada profissional estudou em determinada universidade, participou de determinado congresso e, por fim, desenvolveu um olhar único até certo ponto.

E temos ainda outra questão: os médicos vivem sob pressão. Qualquer segundo faz a diferença na hora de salvar uma vida. Nessa situação, um especialista pode acabar optando por algum protocolo que não necessariamente é o mais atualizado.

Acontece que escolha por tratamentos simplificados e a falta de padronização dos procedimentos podem levar a um problema comum nos dias de hoje: os erros médicos.

Um caminho para evitar divergências no processo seria a adoção de soluções de suporte à decisão clínica, que ajudariam na padronização de tratamentos e favoreceriam o protagonista dessa história: o paciente. Por isso que os protocolos bem estabelecidos são importantes no dia a dia das instituições de saúde que prezam pela qualidade do cuidado.

Hoje, já temos soluções tecnológicas e customizadas de acordo com o histórico e perfil do paciente e do profissional. O diferencial está em combinar a investigação do médico com ferramentas avançadas de triagem e de apoio à decisão. Entre outros recursos, há modelos que ajudam a criar padrões para a assistência médica, que agilizam o dia a dia do especialista e contribuem para mantê-lo sempre informado.

*Marcelo Lancerotti é Presidente e CEO de Clinical Effectiveness da Wolters Kluwer Health, líder mundial no fornecimento de soluções e informações para a indústria de saúde.

Fonte: Abril Saúde

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