Vai confraternizar? 6 perguntas que você deve fazer para evitar Covid


 
 

Com o início de dezembro é esperado que comecem também as tradicionais comemorações de fim de ano. É quando nos reencontramos com amigos de longa data e podemos ter momentos mais descontraídos com os colegas de trabalho. Mas será que dá para fazer uma reunião segura na atual fase da pandemia da Covid-19?


O médico intensivista do Hospital Brasília, Rodrigo Biondi, explica que apesar de estamos em um momento de queda na curva epidemiológica, é preciso ter cautela. “As pessoas estão relaxando muito nas medidas de segurança e surgiu a nova variante, acho que ainda é cedo para confraternizações com muitas pessoas”, explica Biondi.


O médico recomenda que alguns cuidados sejam tomados para participar de encontros com amigos. Veja algumas perguntas que devem ser feitas antes de confirmar a sua presença nas confraternizações.


Quantas pessoas vão?

Quanto maior é o número de pessoas em um ambiente, maiores são as chances de alguém estar infectado e do vírus ser transmitido. Por isso, os encontros com menos pessoas são os mais seguros.


Todos estão vacinados?

Em um ambiente onde todos estão com o esquema vacinal completo – adultos com as duas doses ou dose única e idosos, transplantados e imunossuprimidos com a dose de reforço –, o risco de infecção pelo novo coronavírus é reduzido. Não se constranja em perguntar.


“O risco não é zero, mas é muito menor do que entre duas pessoas não vacinadas”, afirma Biondi. “Se você vai para um evento em ambiente aberto, ventilado, com todas as pessoas vacinadas e sem sintomas gripais, a probabilidade de uma pessoa vacinada ter Covid e infectar outras é bem mais baixa. E, ainda assim, caso alguém seja contaminado, as formas de manifestar a doença serão bem menos graves”, explica.


O local do encontro é aberto e arejado?

Os encontros ao ar livre ou em ambientes com circulação de ar natural são mais seguros do que os realizados em locais fechados, segundo estudos científicos realizados ao longo da pandemia.

Opte por parques, restaurantes com mesas em ambiente externo ou pé direito alto e clubes, por exemplo. Caso a confraternização seja feita em casa, dê preferência para montar o encontro em varandas. “Associadas às outras condutas, os riscos vão caindo significativamente”, afirma o médico.


De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), os riscos de contrair a Covid-19 são maiores em espaços abarrotados e mal ventilados, onde as pessoas passam muito tempo juntas e muito próximas umas das outras.


Alguém teve sintomas nos últimos dias?

“As pessoas com sintomas gripais, sejam eles quais forem, devem se abster do momento”, afirma Biondi. O médico destaca que a infecção permanece ativa, em média, por 10 dias após o início dos primeiros sintomas.


No início da pandemia, os sintomas mais comuns relacionados à infecção provocada pelo coronavírus eram tosse persistente, febre e perda de olfato e paladar. Com a variante Delta, foram registrados mais casos de pessoas com dor de cabeça e fadiga. Agora, os primeiros pacientes infectados com Ômicron, por sua vez, relatam dores no corpo, na cabeça e fadiga.


As pessoas estarão usando máscaras?

Em um local com a maior parte das pessoas com o esquema vacinal completo, o risco de infecção por Covid-19 é menor, mas não é zero. Por isso, o médico sugere que as pessoas mantenham o uso de máscara.


“Mesmo vacinados podem ter Covid-19 e estar assintomáticos. Na confraternizações de final de ano, as pessoas tendem a ficar juntas, abraçar, beijar. Vão beber, cantar, gritar, tirar foto junto. É tudo que o vírus quer para se disseminar”, explica. No entanto, caso você opte por manter a sua já estará reduzindo os riscos pessoais.


Devo fazer um teste?

Os testes do tipo RT-PCR, considerados padrão ouro para a detecção de do vírus Sars-CoV-2, são os mais indicados para ter segurança de que ninguém estará contaminado. Eles devem ser feitos um ou dois dias de antes para que o resultado reflita a situação atual do convidado.


Biondi pondera que o teste, no entanto, não é uma condição que garante que a pessoa não está infectada, pois o vírus pode ser transmitido já no final da fase de incubação.


“Essas perguntas são uma boa triagem neste momento em que precisamos pensar no coletivo. A gente junta todos os critérios para evitar que ocorram surtos. O risco não é zero, mas é muito menor”, afirma o médico.


Fonte: Metrópoles

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