UFV desenvolve equipamento que amplia proteção durante intubação de pacientes com Covid-19



Pesquisadores da Universidade Federal de Viçosa (UFV) desenvolveram um novo equipamento que proporciona maior segurança a profissionais de saúde durante a intubação de pacientes com Covid-19. O dispositivo amplia as barreiras que protegem a equipe de secreções e gotículas.

De acordo com a UFV, o "dispositivo de proteção acrílica para uso durante o gerenciamento de vias aéreas em pacientes com coronavírus" foi desenvolvido para que os profissionais tenham menos risco de contaminação durante a intubação orotraqueal, uma das situações mais arriscadas.

A caixa de acrílico criada pela Comissão de Produção de Inovações Tecnológicas para o combate ao Covid-19 tem pelo menos três os diferenciais em relação a outros modelos que vêm sendo utilizados em hospitais brasileiros desde o início da pandemia do coronavírus.

O primeiro deles é o acesso simultâneo a três profissionais, já que dispõe de seis orifícios para introdução dos braços e manuseio dos equipamentos de intubação; as demais dispõem de no máximo quatro.

Outro diferencial, é a presença de um dispositivo para vedação composto por uma válvula e uma manga-íris. Utilizados juntos, os itens também propiciam um ajuste ergonômico e flexível para o profissional lidar com o paciente.

A terceira novidade é o emprego de uma luva descartável de látex de cano longo acoplada ao dispositivo, o que oferece aos profissionais um recurso protetor adicional. "Minimizar a dispersão de aerossol no decorrer da intubação orotraqueal é fundamental para reduzirmos a probabilidade de contaminação da equipe de saúde, que nessas circunstâncias, mesmo com todos os equipamentos de proteção que já utiliza, fica mais exposta ao contato com o vírus", explicou a professora do Departamento de Medicina e Enfermagem da UFV, Flávia Diaz. A finalização da caixa levou aproximadamente um mês para ocorrer. O primeiro exemplar está apto a ser utilizado e encontra-se, no momento, disponível para uso no Hospital São Sebastião, em Viçosa.

No percurso, o projeto passou por fases como a criação de um protótipo em papelão, a modelagem computacional dos itens e a impressão 3D da válvula. As placas de acrílico são cortadas a laser, sendo possível produzir uma cápsula por hora, enquanto que as válvulas são impressas durante dez horas.

Já foram montadas sete caixas, com custo em torno de R$ 700 cada. A Comissão, que vai entrar com pedido de patente para o invento, também tem atuado em outras frentes, a exemplo da criação de EPIs como o faceshield - "escudo facial", em tradução literal, estrutura protetora para a região do rosto, e máscaras cirúrgicas.

Um vídeo foi feito pela UFV para mostrar o funcionamento do novo dispositivo, confira no link.


Fonte: G1

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