Suspeitos de vender medicamentos prejudiciais à saúde são presos no Rio

Policiais da delegacia do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro prenderam em flagrante, nesta quinta-feira (9), o pastor Jose Carlos Pereira da Silva e Francisco Alexandre de Souza.

Eles são suspeitos de comercializar medicamentos sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e que são prejudiciais à saúde.

No momento da prisão, os agentes encontraram 24 frascos de ‘Leite da Moreira’, 39 de ‘Saúde Total’ e 3 de ‘Natural Life’. Segundo a Anvisa, com exceção do ‘Saúde Total’.

Todos possuem substâncias que causam danos à saúde. Além disso, os três medicamentos não possuem registros para venda.

Investigações começaram em 2018

As prisões desta quinta-feira foram resultado de um trabalho de investigação que teve início no primeiro semestre de 2018. Na ocasião, uma passageira tentou embarcar para o exterior com 19 frascos de um dos medicamentos.

O pastor José Carlos foi identificado como integrante do esquema e começou a ser monitorado pelos policiais. As investigações descobriram que ele vendia os remédios através de mensagens de whatsapp e outras redes sociais.

‘Leite da Moreira’ possui em sua composição as substância dexametaxona, que causa dependência — Foto: Divulgação

Remédios prejudicam a saúde

Segundo a Anvisa, o medicamento ‘Leite da Moreira’ possui em sua composição as substâncias diclofenaco e dexametaxona. Esta última substância citada causa dependência química, febre, dores musculares e nas articulações.

Ainda em 2015, o Fantástico investigou e descobriu que o ‘Leite da Moreira’, apesar de ser vendido como um produto natural, muitas vezes tem substâncias químicas que podem fazer mal à saúde.

A reportagem mostrou que o rótulo anunciava maravilhas e seria indicado para dor de cabeça, bursite, picada de insetos, asma, sinusite, garganta inflamada, dor nas pernas, cólicas, varizes, pancadas, frieira, torcicolo, micoses, coceira, dor na coluna, celulite, distensão muscular, torção, luxação e rachadura dos pés.

Já o ‘Natural Life’, teve sua fabricação suspensa por conta da substância ‘harp 100mg’. A distribuição, comercialização e uso dessa substância é proibida em todo Brasil.

Fonte: G1

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