Servidora da saúde do DF denuncia falta de EPI’s na rede pública



Em meio à pandemia do novo coronavírus, profissionais de saúde da rede pública do Distrito Federal reclamam da falta de equipamentos de proteção individual adequados para o enfrentamento da doença.


Nesta terça-feira (19), a TV Globo teve acesso à denúncia de uma servidora da Secretaria de Saúde, que relata a situação dos funcionários que estão na linha de frente e a preocupação diante da falta de itens básicos, como toucas e máscaras cirúrgicas.


Segundo a funcionária, que não quis se identificar, a secretaria vive uma “escassez bastante preocupante de EPI’s”. “São fornecidas máscaras artesanais para os servidores. Não tem gorro ou touca. Eles nos dão ‘pró-pé’ para usar como touca”, afirma.


Em nota, a Secretaria de Saúde informou que “não há falta de EPI’s no DF”. No comunicado, a pasta afirma que investiu R$ 20 milhões na compra de equipamentos de proteção.

“A quantidade comprada é estimada para abastecer a rede por um período de aproximadamente seis meses. […] Ao todo são 51 milhões de itens disponíveis para a rede.

A funcionária também conta que os óculos de proteção e as máscaras do tipo “face shield” – que cobrem todo o rosto – foram conseguidos por meio de doações. “Alguns órgãos e instituições doaram, mas pela própria secretaria a gente não recebe”, afirma.

“Máscaras do tipo N95, eu mesma só tive acesso às que eu comprei. Não recebi nenhuma vinda da própria rede.”

A máscara N95 é o equipamento que deve ser usado por profissionais da saúde que atendem pacientes com sintomas da Covid-19. Ela é capaz de garantir proteção em dois sentidos, porque tem um filtro de ar que bloqueia pelo menos 95% das partículas em suspensão e ajuda na proteção contra doenças por transmissão aérea, como o coronavírus.


Profissionais infectados


O número de servidores contaminados pelo novo coronavírus no Hospital Regional de Samambaia (HRSam) e na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da região chegou a 75, até domingo (17). A informação foi confirmada ao G1 pela Secretaria de Saúde e pelo Instituto de Gestão Estratégica em Saúde (Iges-DF).


De acordo com a pasta, os 1.030 servidores do Hospital de Samambaia foram testados para a Covid-19. Destes, 22 apresentaram resultado positivo, sendo que três deles trabalham na UTI do hospital.


Já na UPA de Samambaia, segundo o Iges-DF, 53 estão com coronavírus e foram afastados dos trabalhos, outros dois se recuperaram voltaram às atividades.

No sábado (16), o Iges-DF disse que “nenhum atendimento foi restringido, e que a UPA não será interditada, transferida ou fechada.”


Outras unidades de saúde que registraram casos de coronavírus são: o Hospital Regional de Ceilândia (HRC) e o Hospital Regional de Taguatinga (HRT).

De acordo com um levantamento feito pelo G1, há registros de profissionais com coronavírus em, pelo menos, outras cinco UPAs e hospitais do DF.

  • Hospital Regional de Ceilândia (HRC): 53 servidores infectados

  • Hospital Regional de Taguatinga (HRT): 42 servidores infectados

  • UPA de Ceilândia: 2 servidores infectados

  • UPA de Sobradinho: 5 servidores infectados

  • UPA de São Sebastião: 12 servidores infectados

Número de infectados do DF

Segundo boletim do governo do DF, dos 4.618 casos, 2.357 são de pessoas recuperadas. Ao todo, são 62 na capital. A maioria dos pacientes é homem (56,9%) e tem entre 30 e 39 anos. Veja abaixo os casos por faixa etária:

  • Menor de 19 anos: 190

  • De 20 a 29 anos: 767

  • De 30 a 39 anos: 1,36 mil

  • De 40 a 49 anos: 1,07 mil

  • De 50 a 59 anos: 631

  • Mais de 60 anos: 595

Ainda de acordo com os dados, 288 pessoas estão internadas: 167 em enfermarias e 121 em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).


Fonte: G1

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