Serviço termina tratamento de doentes de Covid em casa e ajuda a liberar leitos de hospitais


 
 

Em Curitiba, um serviço do SUS está ajudando a liberar leitos dos hospitais.


Na sala de casa, o conforto de uma boa notícia. “Está tudo certo com o senhor", diz a médica. O aposentado de 73 anos foi contaminado pela Covid no fim de dezembro. Chegou a ser internado, mas melhorou e agora termina o tratamento em casa.

"Eu acho ótimo. Tratamento em casa é outra coisa”, afirma a mulher dele.

Tudo depende da avaliação dos médicos. Nesse serviço, só vai para casa o paciente de Covid em estado considerado estável. Aqueles que precisam de respiradores levam junto um aparelho.

“É um paciente que ainda precisa de cuidados de saúde. Então ele ainda vai precisar, por exemplo, ser monitorado por algum tempo, seja pela questão respiratória, seja porque ele precisa de um procedimento em domicílio de enfermagem”, explica Mariana Lous, gerente do Serviço de Atenção Domiciliar (SAD).

Em casa, os doentes são monitorados por telefone e recebem visitas regulares das equipes do programa, em média, uma vez por semana. Parentes e cuidadores também são treinados para lidar com a situação.

“A gente ensina a família desde a medicação, a forma de alimentar o paciente, a higiene, como fazer a higiene bucal, do corpo. A ideia da gente é familiarizar eles com esse cuidado que tem dentro do hospital”, conta a enfermeira Danielle Opazo. Dona Justina faz tratamento em casa há três meses, para alívio da família.

“A gente tem toda a liberdade de visitar ela o momento que a gente pode, participar desse procedimento junto com os médicos e tirar as dúvidas com eles também”, diz Renan Gasparini, filho de dona Justina.

O Serviço de Atenção Domiciliar (SAD) é mantido com verbas do SUS e da prefeitura de Curitiba. Ele já existia antes da pandemia, mas foi reforçado agora. De um ano para cá, só de Covid, ele já tirou dos hospitais 559 pacientes, que continuaram o tratamento em casa. Os leitos que esses doentes ocupavam foram liberados para atender a quem mais precisava.

Para comparação, é como se Curitiba tivesse aberto três novos hospitais de grande porte, o que aliviou a sobrecarga no sistema.

“Ele acaba abrindo vagas para os pacientes que estão chegando naquele momento, buscando atendimento hospitalar com o quadro mais grave do que o dele”, afirma Mariana Lous.

Pelas contas da direção, o serviço domiciliar custa 40% menos que o tratamento nos hospitais. Economia sem perder a ternura.


Fonte: G1

2 visualizações0 comentário