Sem oxigênio nos hospitais, saúde de Manaus entra em colapso


 
 

Diante da pandemia do novo coronavírus, a situação dos hospitais em Manaus atingiu um nível caótico nesta quinta-feira, 14. Conforme revelado por administradores de instituições de saúde e profissionais que cuidam dos pacientes infectados pela Covid-19, o cenário é marcado pelo drama no atendimento. As informações são da coluna de Monica Bergamo na Folha.


Jesem Orellana, que atua como pesquisador da Fiocruz-Amazônia, revela que foram enviados gravações em vídeo e áudio (além de depoimentos por telefone) de pessoas que estão na linha de frente.


Fora explanado, por exemplo, que o oxigênio acabou em hospitais. "Estão relatando efusivamente que o oxigênio acabou em instituições como o Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV) e serviços de pronto atendimento, como o SPA José de Jesus Lins de Albuquerque”, disse o profissional.


Ele também explica que, segundo informações, uma “ala inteira de pacientes morreu sem ar”. A coluna relata que no inicio da tarde a equipe que atua na assessoria da instituição, em mensagem enviada, informou a morte de três pessoas no Centro de Terapia Intensiva, enquanto um estava na enfermaria.


"Acabou o oxigênio e os hospitais viraram câmaras de asfixia", afirmou Orellana. "Os pacientes que conseguirem sobreviver, além de tudo, devem ficar com sequelas cerebrais permanentes."

Também foi informado que o hospital havia recebido oxigênio para conseguir estabilizar o cenário de caos de maneira temporária. Sylvio Puga, atual reitor da Universidade Federal do Amazonas, e responsável pela administração da instituição, disse que pacientes estão sendo levados para Piauí e outros estados.


Marcellus Campêlo, que atua como Secretário de Saúde do Amazonas, confirmou a crise referente ao abastecimento de oxigênio local. "Tivemos um pico de fornecimento e aumento da demanda acima do esperado. Fomos comunicados ontem [quarta-feira] à noite do colapso do plano logístico em relação a algumas entregas, o que causará a interrupção da programação por algumas horas", explicou Campêlo.


Ele também relata que tanto o ministério, quanto o governo local e forças armadas estão trabalhando para a entrega de oxigênio, com o envio vindo de outros estados.


Fonte: Aventu

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