Sem fiscalização, boate no DF fica abarrotada após decreto de lockdown



A determinação do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), que ordenou o fechamento de bares, boates e restaurantes, para impedir um colapso no sistema de saúde, não foi suficiente para evitar uma aglomeração na Bamboa – casa de shows que fica no setor hípico, em Brasília. Na madrugada deste domingo (28/2), dezenas de pessoas foram filmadas em um evento no local, festejando sem máscara de proteção, mesmo após o decreto de lockdown.


As imagens viralizaram nas redes sociais. Em diversas publicações, brasilienses lamentaram a falta de fiscalização e de empatia no momento em que os leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) no DF beiram a taxa máxima de ocupação, com 97% das vagas indisponíveis. “Quando seus pais e avós adoecerem, lembrem-se que ficamos em casa por vocês”, escreveu um internauta.


Em nota, a Secretaria de Estado de Proteção da Ordem Urbanística do Distrito Federal, DF Legal, afirmou que não foi acionada para atender denúncias no evento da Bamboa, que fica na região central da capital do país. De acordo com o órgão, foram realizadas operações apenas em regiões administrativas.


“As operações começaram às 20h, em São Sebastião, Planaltina, Samambaia, Ceilândia e Gama, se estendendo até às 2h. Nessas regiões não foram constatados desrespeito às medidas vigentes”, diz o texto.


A reportagem não conseguiu localizar os responsáveis pela Bamboa. O espaço permanece aberto.


Aglomeração


Na véspera do lockdown, no sábado (27/2), vídeos registram aglomerações em bares de diferentes pontos do DF. As imagens são mais um exemplo de desrespeito às normas de segurança no combate à Covid-19.


Nos vídeos, é possível ver pelo menos uma centena de pessoas em pé na fila do lado de fora e dentro dos estabelecimentos, desrespeitando o distanciamento e sem máscaras de proteção facial. Os registros foram feitos nos bares Eskina e Versão Brasileira, na Asa Sul.


Colapso


Segundo dados oficiais do Governo do Distrito Federal (GDF), 97% dos leitos de unidade de tratamento intensivo (UTI) estão ocupados nos hospitais públicos. Nas unidades particulares, o índice é de 87%. E, até as 18h50 deste domingo (28/2), havia 81 pacientes aguardando por uma vaga.


A Secretaria de Saúde alerta que o efeito das aglomerações de agora deve ser sentido no período entre os próximos 12 a 14 dias. O cenário fica ainda mais preocupante, segundo as autoridades, porque haverá uma sobreposição de eventos que geraram aglomerações e, portanto, demandará o sistema de saúde.


Fonte: Metrópoles

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