Saiba os benefícios da fisioterapia pélvica para a saúde feminina


 
 

Você já ouviu falar em fisioterapia pélvica? O acompanhamento busca fortalecer o assoalho pélvico e pode ser indicado para etapas importantes da vida da mulher, como o período da gestação ou a menopausa. Também é indicado para a prevenção e o tratamento de incontinência urinária.


A fisioterapia pélvica consiste na avaliação e tratamento de condições que envolvem o assoalho pélvico – conjunto de músculos e ligamentos que sustentam órgãos como bexiga, útero, intestino e tudo que fica na região baixa do abdômen – e sintomas que se manifestam nessa região do corpo, evitando problemas causados pela perda de força na musculatura.


Esse tipo de atividade beneficia as mulheres em diversas áreas, como na melhoria da autoestima, diminuição da ansiedade e depressão. Também é capaz de ajudar a tratar a incontinência urinária, problemas de intestino e desconfortos posturais.


Bertha Ribeiro, fisioterapeuta da Clínica IBRAFISIO, explica que há vários recursos para fortalecer o assoalho pélvico, entre eles o biofeedback, a eletroestimulação, os cones vaginais e os exercícios de Kegel.


Durante as sessões, a musculatura da região é trabalhada com exercícios específicos. “É muito importante mantermos a saúde do assoalho pélvico, para deixar os músculos e os ligamentos que dão sustentação a órgãos importantes firmes”, afirma.


Incontinência afeta sete em cada dez mulheres

No Brasil, estima-se que 10 milhões de pessoas sofram de incontinência urinária, de acordo com dados da Sociedade Brasileira de Urologia. A International Continence Society (ICS) define a incontinência urinária como qualquer perda involuntária de urina – independentemente do tipo ou da causa do escape.


De acordo com pesquisa do IPEC (Inteligência e Pesquisa e Consultoria), 68% dos afetados pela incontinência urinária são mulheres – sendo que 20% afirmam que o problema começou durante ou após a gravidez, 15% após ou durante a menopausa e 15% na terceira idade.

“As mulheres apresentam os principais fatores de risco, como menopausa e parto. Além disso, a uretra feminina é mais curta, o que favorece o enfraquecimento da região do assoalho pélvico”, explica Jorge Milhem Haddad, presidente da Sociedade Mundial de Uroginecologia (IUGA).


Fonte: Metrópoles

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