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Saiba como usar as redes sociais a favor da sua saúde



Os médicos e demais profissionais de saúde encontraram nas redes sociais uma maneira de levar informações de forma descomplicada para um público muito maior do que conseguiriam alcançar dentro dos consultórios clínicos.


Basta fazer uma busca rápida para encontrar uma enxurrada de vídeos e posts com explicações sobre doenças e tratamentos, além de dicas de bem-estar e alimentação.

No meio do conteúdo, entretanto, também costumam aparecer “conselhos” de pessoas sem conhecimento técnico, que vendem soluções “milagrosas” e “infalíveis”.


O médico Marcos Pontes, da Clínica Evoluccy, em Brasília, relata receber, com frequência, pacientes com dúvidas surgidas a partir das redes sociais. “É comum ter de alertar os pacientes sobre os riscos de fazer tratamentos caseiros sem prescrição, tomar doses mais altas ou mais baixas de medicamentos ou seguir receitas que podem causar intoxicação“, aponta.


Um dos exemplos de “trend perigosa” são vídeos nos quais os criadores de conteúdo incentivam o consumo de ervas e feijões para prevenir a gravidez, o uso de pesticidas como lubrificante e dão dicas para remover o DIU (dispositivo intrauterino) em casa.


“São orientações incabíveis, sem nenhuma base científica, que trazem graves riscos à saúde das pessoas”, comenta Pontes.

Como usar as redes sociais a seu favor?


O clínico Marcos Pontes também é criador de conteúdo e avalia que as redes sociais contribuíram muito com o acesso a informação.


“As redes sociais representaram um salto de 30 anos quando falamos da disseminação de informação científica”, afirma. “Mas as pessoas precisam pesquisar sobre o assunto, antes de acreditar em qualquer coisa que leem ou escutam”, sugere Pontes.


Ele dá algumas dicas para separar informação confiável de conteúdo descartável:

  • Siga os perfis de pessoas qualificadas para falar do assunto;

  • Pesquise sobre a formação delas, onde atuam, qual linha seguem, etc;

  • Cheque as informações com outras fontes, como portais oficiais, plataformas de publicações baseadas em evidências científicas e revistas científicas especializadas;

  • Pergunte para o seu médico de confiança sobre os tratamentos sugeridos. Ele pode confirmar se é correto ou não.


Fonte: Metrópoles

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