Rio: profissionais da saúde fazem protesto em diversos pontos da cidade

RIO – Um protesto do coletivo Nenhum Serviço de Saúde a Menos, que reúne profissionais de saúde do Estado que trabalham na rede pública, estendeu faixas em diversos pontos estratégicos da cidade na manhã deste feriado do Dia do Trabalhador.

As faixas exibidas diziam “Quarentena geral para não adoecer, renda mínima para sobreviver, leitos para todos não morrer!”, e foram deixadas na passarela da Rocinha; na Avenida Princesa Isabel, em Copacabana; no trecho da Avenida Brasil na frente da Fiocruz, em Manguinhos; e na frente do Hospital Moacyr do Carmo, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

O ato, que foi articulado pelo grupo que surgiu em 2017 para defender o SUS após o anúncio do fechamento de 11 Clínicas da Família na Zona Oeste da cidade, pretende chamar a atenção dos governantes e também da população para os três tópicos abordados durante a pandemia do novo coronavírus. Para o coletivo, esses são os pontos cruciais para que não hajam mais mortes por conta da doença.

— Hoje mesmo já há uma campanha, a Leitos para Todos, feita por acadêmicos e no sentido de unificar todos os leitos em uma lista única com regulação do Estado para que se tenha um melhor acesso. Estamos vendo que tem milhares de hospitais públicos com leitos fechados e que a rede privada, muitas vezes, está ociosa — disse o membro do coletivo e diretor de comunicação do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro (SinMed/RJ), Carlos Vasconcellos.

Nesta sexta-feira, a Prefeitura também homenageou os profissionais da saúde com o lançamento de clipe da Orquestra Virtual, um grupo formada por alunos da rede municipal de ensino. No clipe, os oito jovens jovens interpretam a canção “Enquanto houver sol”, dos Titãs, com cada um tocando e cantando de sua casa, respeitando, assim, o distanciamento da quarentena.

De acordo com o Cremerj, 14 médicos já morreram no Estado por conta do Covid-19, sendo um, nesta sexta-feira, que trabalhava no Hospital da Lagoa. Já os dados do Conselho Regional de Enfermagem do Rio de Janeiro (Coren/RJ) confirmaram que 13 profissionais de enfermagem foram fatalmente vitimados pela doença, sendo que outros quatro casos ainda estão em análise. O SinMed/RJ informou que, ao todo, 50 profissionais da saúde já morreram no Estado por conta da pandemia.

Ao todo, o Rio de Janeiro confirmou, nesta quinta-feira, 9.453 casos do novo coronavírus em 78 dos seus 92 municípios, contabilizando 854 mortes. Outros 294 óbitos suspeitos ainda estão sob investigação.

No último boletim divulgado pela Secretaria estadual de Saúde, foram registradas em apenas 24 horas, de quarta para quinta-feira, 60 novos óbitos e 584 novas pessoas infectadas. A capital fluminense continua sendo o epicentro da pandemia no estado, registrando 39 mortes entre quarta e quinta-feira. No total, a cidade tem 5.903 infectados confirmados, com 535 mortes.

Fonte: O Globo

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