Reino Unido vê internações por coronavírus dobrarem a cada 8 dias



O ministro da Saúde britânico, Matt Hancock, disse nesta sexta-feira (18) que o novo coronavírus está em aceleração em todo o Reino Unido, com as internações por Covid-19 dobrando a cada oito dias. No entanto, ele não confirmou se outra quarentena nacional será imposta no próximo mês.

Boris Johnson, o primeiro-ministro, afirmou que uma segunda onda de contágios de coronavírus é inevitável. Ele disse que não quer decretar uma nova quarentena, mas que há estudos sobre todas as possibilidades. Na quinta-feira, foram registradas 21 mortes provocadas pela Covid-19, o que eleva o total para 41.705 pelo método de contagem do governo britânico.

O Reino Unido tem o 5º maior número de mortes provocadas pelo novo coronavírus do mundo, atrás de Estados Unidos, Brasil, Índia e México, de acordo com dados da universidade americana Johns Hopkins. Nova quarentena Questionado pelo canal Sky News sobre a perspectiva de uma 2ª quarentena nacional em outubro, o ministro disse se tratar de uma medida de último caso, mas que o governo fará o que for necessário para combater o vírus. "O número de pessoas no hospital está dobrando a cada oito dias, mais ou menos. Faremos o que for preciso para manter as pessoas seguras", disse Hancock. "Estamos sempre analisando estas coisas". Os casos de Covid-19 começaram a subir novamente no país em setembro. Na semana passada, entre 3 mil e 4 mil exames positivos foram registrados diariamente. O número de novas infecções ainda está distante do registrado na França, que tem mais de 10 mil casos novos por dia atualmente.

Mais de 10 milhões de habitantes do Reino Unido já estão em quarentenas locais. O jornal "London Evening Standard" disse que cifras a serem divulgadas nesta sexta mostrarão um aumento acentuado de casos de Covid em Londres, o que cria o risco de restrições à circulação na capital nas próximas duas semanas.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, foi criticado por políticos de oposição por sua reação inicial ao surto, e o governo teve dificuldade para garantir exames suficientes nas últimas semanas.


Fonte: G1

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