Quer viver mais 10 anos? Adote 5 hábitos alimentares para conseguir


 
 

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Bergen, na Noruega, mostra novas evidências de que a fórmula para uma vida longa está na alimentação. Em um artigo publicado nessa terça-feira (8/2), na revista acadêmica PLOS Medicine, os cientistas sugerem cinco mudanças simples nos hábitos alimentares que podem aumentar a expectativa de vida em mais de 10 anos.


Os pesquisadores montaram um modelo que permite estimar a expectativa de vida da população a partir de mudanças na dieta, baseadas em meta-análises de dados do estudo Carga Global de Morbidade – que trata da mortalidade e da incapacitação causadas por 107 doenças e 10 fatores de risco.


Os maiores ganhos são obtidos adicionando leguminosas (como lentilhas, grão-de-bico e feijão), grãos integrais (cereais do trigo integral, quinoa e aveia integral, por exemplo) e nozes (amêndoas, castanha-do-pará, nozes) à dieta.


Também foram incluídas entre as dicas dos pesquisadores, consumir menos carne vermelha e diminuir a quantidade de embutidos, como presunto, salsicha, linguiça e bacon. Cada uma dessas mudanças na dieta pode acrescentar, em média, dois anos à expectativa de vida.


“Compreender o potencial relativo de saúde de diferentes grupos de alimentos pode permitir que as pessoas obtenham ganhos de saúde viáveis ​​e significativos”, escreveu o autor do estudo, Lars Fadnes.

Quanto mais cedo esses hábitos são alterados mais anos podem ser adicionados ao fim da vida, mas os idosos também devem se beneficiar, afirmam os pesquisadores.


Benefícios em todas as idades


Para adultos jovens, com cerca de 20 anos, o modelo estima que a mudança sustentada de uma dieta típica ocidental para a dieta sugerida aumentaria a expectativa de vida em mais de uma década para as mulheres (10,7 anos) e em 13 anos para os homens.

Aos 60 anos, elas podem aumentar a expectativa de vida em 8 anos para mulheres e 8,8 para homens. Aos 80 anos, pode-se ganhar 3 anos ao fim da vida.


“As pesquisas até agora mostraram benefícios à saúde associados a grupos de alimentos separados ou padrões de dieta específicos, mas forneceram informações limitadas sobre o impacto na saúde de outras mudanças na dieta. Nossa metodologia de modelagem preencheu essa lacuna”, afirmou Fadnes.


Fonte: Metrópoles

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