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Quatro estratégias para fortalecer a autoestima, segundo psicóloga



Ter uma autoestima sólida é a chave para atravessar a vida com confiança e a certeza de que, não importa o que aconteça, é possível superar as adversidades. Essa avaliação, porém, não é alcançada da noite para o dia: é um aprendizado desenvolvido desde a infância, que às vezes continua na adolescência e na vida adulta.

Para Silvia Congost, psicóloga especialista em dependência emocional, relacionamentos tóxicos e conflitos de casal, ter uma boa autoestima é sinônimo de "abraçar a própria alma". Ela relembra os conceitos definidos pelo renomado psicólogo Walter Riso para oferecer ferramentas que podem ajudar a construir a confiança em si mesmo.

— Falar sobre autoestima não faz sentido sem refletir sobre nós mesmos. Na verdade, a lenda da Grécia Antiga conta que, quando os visitantes consultavam o oráculo de Delfos, a primeira coisa que encontravam no Templo era uma frase que dizia 'conhece-te a ti mesmo' — diz Silvia, ressaltando que isso pode até parecer simples, mas não é.

Segundo ela, conhecer-se profundamente é "realmente complicado", especialmente para jovens que estão passando pela adolescência, fase em que estão moldando suas personalidades e descobrindo interesses. Nesse caminho, afirmou, ter confiança em si mesmos permite que eles percorram a vida com os pés firmemente plantados no chão.

Mas como se alcança isso? Silvia menciona um vídeo de Riso no qual ele revela o que, para ele, são os quatro pilares básicos da autoestima, e que podem ser desenvolvidos e ensinados a qualquer momento da vida. A especialista diz que o fundamental é entender que "não se trata de ser presunçoso, mas de torná-la sólida". Estratégias para fortalecer a autoestima A primeira ferramenta que Riso menciona é a do autoconceito: "Você se aceita como pessoa ou não", afirma o psicólogo. Em seguida, ele menciona a autoimagem, que diz respeito "ao quanto você gosta ou não de si mesmo". Entender isso é, para ele, perceber que "não somos validados pelas outras pessoas ou pelo ambiente".

Como o terceiro ponto há o autorreforço. Isso envolve a ideia de "se dar prazeres". Segundo o especialista, uma criança deve aprender a elogiar a si mesma, se reforçar e ter a capacidade de dizer que fez algo bom. Por último, há a autoeficácia, um conceito que está relacionado ao nível de confiança que uma pessoa tem em si mesmo. — É preciso ensinar às crianças que ter autoconfiança é sinônimo de se desafiar, é a cultura do esforço. O importante não é quantas vezes você cai, mas sim quantas vezes se levanta — diz ele. Viver momentos difíceis, nos quais se testa o limite, nos ajuda a perceber "o quão forte somos, e a consolidar a autoestima", reforçou Silvia. Nas palavras da psicóloga, quando alguém se depara com um obstáculo, automaticamente "procura em seu interior todos os recursos e percebe o quão capaz é de superar o que está acontecendo e seguir em frente".


Fonte: O Globo

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