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Quando o soluço pode ser sinal de uma doença grave, como câncer e derrame



De tempos em tempos, eles aparecem: os soluços. As contrações involuntárias, e um tanto irritantes, são bastantes comuns, principalmente entre fumantes e pessoas com alto consumo de bebidas alcoólicas, e costumam parar depois de um tempo. Para driblá-los, algumas pessoas apostam nos saberes populares, como prender a respiração e beber água. Mas, quando nem o tempo, nem os truques funcionam, é hora de acender o alerta.

A causa dos soluços pode variar amplamente de pessoa para pessoa, embora um consenso entre médicos e pesquisadores sugira que seja uma decorrência da irritação e estimulação dos nervos frênicos (importante para a respiração e responsável por levar e recber informações do diafragma) e vagos (que controlam as funções involuntárias) durante a contração do diafragma, músculo alocado abaixo dos pulmões.

Porém, hospitais e unidades de cuidados paliativos também têm observado soluços em paciente em tratamento de câncer e que sofreram um acidente vascular cerebral (AVC). Especialistas apontam que a doença pode acabar irritando os nervos que servem o diafragma, causando os soluços.

A revista científica New Medical Life afirma que a lista de tipos de câncer associados aos soluços é extensa e destaca alguns, como câncer de esôfago, pâncreas, estômago pulmão, além de tumores cerebrais e no mediastino, o espaço entre os pulmões. No caso do câncer de estômago, os soluços ocorrem apenas quando o órgão para de trabalhar, alarga e incha.

— Algumas vezes, nós vemos soluços intratáveis em pacientes diagnosticadas com câncer no cérebro, de estômago ou linfoma — afirmou o professor assistente de medicina no Centro de Ciências da Saúde da Escola de Medicina Texas A&M, Timothy Pfanner ao jornal britânico The Mirror.

O professor indicou que casos em que os soluços não passam sozinhos devem ser levados ao médico.

— Você deve buscar conselhos do seu médico quando o seu soluço passa de algo que acontece de vez em quando para algo persistente e intratável.

No caso de pacientes que foram acometidos por um derrame, a possibilidade é de que a interrupção nas neurotransmissões no sistema nervoso central – quadro similar encontrado em pacientes tratando tumores no cérebro – tenha desencadeado as contrações involuntárias.

A neurologista Diana Greene-Chandos conduziu uma pesquisa com mil pessoas acometidas pelo acidente. Nela, 10% das mulheres ouvidas informaram terem tido soluços como sintoma. A pesquisadora também afirmou, em entrevista ao Huffington Post, que essas contrações costumam ser "dolorosas, implacáveis e severas, começando do nada". Dessa forma, o conselho é claro: soluços que duram mais do que 48 hora ou que não vão embora regularmente devem ser levados ao médico.

De acordo com o Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS), o clínico geral vai querer entender se o seu soluço é causado por uma condição de saúde ou se por algum remédio que você está tomando.

Apesar disso, os especialistas aconselham que outros sintomas mais concretos sejam procurados em paralelo. No caso de câncer, perda de peso e fadiga podem indicar uma suspeita da doença, enquanto os principais sintomas do AVC são visão borrada, dormência ou confusão repentina.


Fonte: O Globo

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