Qual a influência da tecnologia em crianças de 0 a 2 anos?

Janeiro Branco é um convite para repensar sobre a saúde mental. A campanha é voltada para uma reflexão sobre as estruturas comportamentais e emocionais. Falar em depressão nunca foi tão atual. A Organização Mundial da Saúde considera a doença como sendo o mal do século e, apesar de não ser como um tumor maligno, as consequências são devastadoras. Segundo a OMS, mais de 300 milhões de pessoas em todo o mundo são vítimas de depressão. Para se ter ideia, a OMS estima que até 2030, a doença será a principal causa de invalidez, ultrapassando casos cardíacos, doenças pulmonares e acidentes de carro.

Com o objetivo de conscientizar e discutir sobre fatores que afetam a saúde emocional na atualidade, a psicanalista e professora universitária Ellen Muniz fará uma palestra solidária, no dia 24 de janeiro, às 19 horas, no Gran Life Medical Complex (Setor Central), para cerca de 30 pessoas, com o tema é “Influência do excesso de tecnologia para crianças de 0 a 2 anos”. O assunto se faz cada vez mais importante por conta da alta exposição das crianças aos aparelhos tecnológicos. A palestra integra ciclo de atividades que será realizado durante este mês, em Anápolis, organizado pela psicóloga Yasminne Fayad Takeda e pelo empresário Alisson Tomaz.

Foto: Divulgação

De acordo com a palestrante, Ellen Muniz, estudos científicos apontam a forte relação entre o elevado consumo de tecnologia e o desenvolvimento do autismo em crianças. “Existem dois tipos de autismo, o que já vem com a criança e aquele que é desenvolvido. Ficar completamente exposto a uma tela faz com que a criança não crie laços interpessoais. Por exemplo, a mãe chega em casa e mostra uma foto dela própria na tela do celular para a criança e diz que o que está ali é a ‘mamãe’. Ora, se aquilo é a mamãe, o que é aquela pessoa que está diante da criança? O neném não consegue fazer essa distinção” , afirma a psicanalista.

Permitir que a criança de 0 a 2 anos tenha amplo acesso à tecnologia é um sossego para os pais, por exemplo em um momento que eles podem jantar com amigos e a criança fica quietinha, entretida; mas, segundo a especialista, não pode virar um hábito. Além disso, não trata-se de tempo, mas de qualidade de relacionamento. “A criança dessa idade não precisa de celular ou de computador, mas sim de afeto, carinho, colo. Não significa excluir a criança do mundo digital, mas saber dosar”, enfatiza. Ainda segundo Ellen Muniz a palestra é um convite para que os pais reflitam sobre a dificuldade que eles têm de estabelecer vínculo e de entrar, efetivamente, na relação de pai/mãe e filhos.

A palestra é aberta à comunidade, mas o público-alvo são pais de crianças de 0 a 2 anos ou que estejam aguardando a chegada do bebê. A participação requer a doação de dois quilos de alimentos não-perecíveis por pessoa.

Fonte: Surgiu

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