Quadro de saúde de Claudia Rodrigues é grave, diz assessora


Claudia Rodrigues corre risco de morte por ter pausado a medicação contra esclerose múltipla para tomar a vacina da covid-19, de acordo com a assessora e amiga dela, Adriane Bonato. A atriz está internada no Hospital Israelita Albert Einstein desde o último dia 9.


Claudia foi hospitalizada na semana passada após apresentar confusão mental, cefaleia e dormência nos membros direitos do corpo. A comediante faz uso de uma medicação importada a cada seis meses e, em junho, ela fez uma pausa no tratamento.


Rodrigues foi imunizada em 5 de maio com a primeira dose da Pfizer. Em agosto, ela tomaria a segunda. O estado de saúde atual da artista foi informado pela empresária Adriane Bonato.


"Nós tivemos que interromper a medicação porque precisávamos tomar a vacina da Pfizer. Ela não poderia tomar o remédio no meio [da imunização contra o coronavírus], porque a gente não sabe o que pode acontecer ou os efeitos. Pode haver até óbito", explicou.


"Optamos por tomar a vacina, que era o mais importante, por conta da imunidade baixa dela, do transplante e da própria doença. O Ocrevus [medicação contra esclerose] só seria possível dar em dezembro, pois a segunda dose só seria no dia 17 de agosto. Teríamos esse intervalo de três meses para não correr nenhum risco", detalhou.


"Depois de todos os exames feitos, alguns resultados nos levaram a ver que ela está tendo um aviso de possível surto por não estar tomando o Ocrevus. A qualquer momento pode acontecer dela ter um surto. Não queremos isso, porque as consequências podem ser trágicas. Já aconteceu de ter óbito por conta dessa quebra de protocolo e era isso que a gente estava evitando", lamentou.


Diante da conclusão dos médicos, Claudia deverá retomar o tratamento contra a doença neurológica nesta sexta-feira, 16, e Adriane pediu que os fãs orasses pela recuperação da atriz. Em seguida, a empresária desabafou sobre a espera da segunda dose da vacina contra covid-19. Segundo ela, não era preciso aguardar esse período, de junho a dezembro, sem o remédio contra esclerose.


"Meu desespero é porque descobri que a vacina da Pfizer pode ser tomada. O protocolo é que ela seja tomada no intervalo de três semanas e não de três meses. Ela é de três semanas a, no máximo, três meses. Não estou aqui para falar de política. Mas porque não escolheram três semanas? Se tivessem escolhido três semanas, ela já estaria imunizada e não estaria passando por nada disso", observou.


Vale lembrar que recomendação oficial do Ministério da Saúde é que o intervalo realmente seja de 12 semanas entre as aplicações. Confira aqui o guia da vacinação.


Fonte: Terra

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