Piora a saúde de bebê do DF com Down que aguarda por cirurgia cardíaca



O quadro de saúde da pequena Ana Vitória Souza Santos, de 6 meses, piorou nos últimos dias. A bebê está internada há mais de 40 dias no Hospital da Criança de Brasília (HCB) aguardando uma transferência para o Instituto de Cardiologia do Distrito Federal (ICDF). A família continua sem saber quando a criança passará pela cirurgia.


Conforme conta a mãe de Ana Vitória, Zilene Souza Lopes, 38 anos, o estado da menina piorou no fim de semana.

“Não tem dormido direito, está tossindo muito, com o pulmão chiando… E ainda apareceu uma febre”, diz, preocupada.

Os médicos ainda não descobriram o que está acontecendo. Ana Vitória tem sido medicada para tratar a febre, mas os outros problemas só serão melhor avaliados nesta terça-feira (3/11), quando ocorrerá a análise de exames de raio-X aos quais a pequena foi submetida.


“Ela tem chorado muito e a gente não sabe o que é. Embaixo do olhinho tá ficando roxo e ela está mostrando que sente muita dor”, descreve a mãe.


Outra preocupação é com a reação que a bebê tem quando tosse. Várias bolas vermelhas passaram a aparecer no corpo dela. “Ainda bem que a médica viu isso acontecendo na hora para tentar descobrir o que é. Vamos ver se isso eles conseguem resolver”, acrescenta Zilene.


No DF, 73 crianças aguardam cirurgia

Sobre a possibilidade de transferência para o ICDF, a mãe afirma que ainda não foi avisada de nada. Ana Vitória foi diagnosticada com Defeito de Septo Atrioventricular Total (DSAVT), uma cardiopatia que impede o desenvolvimento das válvulas do coração, e deveria ter passado por cirurgia de correção assim que nasceu. No entanto, a menina aguarda há mais de um mês, mesmo com uma decisão judicial favorável autorizando a realização do procedimento com urgência.


De acordo com Karoline Moreira – que passou por situação parecida há 8 anos, quando o filho dela nasceu, e hoje ajuda mães nas mesmas circunstâncias –, atualmente há 73 crianças aguardando na fila de cirurgia cardíaca no DF. Dessas, cerca de 30 possuem Síndrome de Down, a exemplo de Ana Vitória. “Após Maria Joana ter sido operada na última sexta-feira (30/10), o caso mais grave passou a ser o dela”, explica.


Acordo entre Defensoria e Secretaria de Saúde

O problema ocorre após o Metrópoles mostrar que, para acabar com a fila de crianças à espera de cirurgias cardíacas pediátricas, a Defensoria Pública do Distrito Federal e a Secretaria de Saúde fizeram um acordo, por meio do qual os atendimentos seriam normalizados a partir de um cronograma montado pelo governo.


Eram esperados 11 procedimentos até 31 de outubro. Em novembro, o número chegaria a 17.


Confira o restante do calendário:

  • A partir dezembro de 2020, serão feitas 25 cirurgias;

  • A partir de março de 2021, haverá 29 operações;

  • A partir de março de 2021, a Secretaria de Saúde se comprometeu a manter o atendimento mínimo mensal de 29 cirurgias cardíacas neonatais e pediátricas, sendo 21, entre críticas e eletivas, e oito eletivas.


O que diz a Saúde

Conforme o acordo, a Secretaria de Saúde avalia a possibilidade de ampliar o número de cirurgias de novembro para 21. A pasta também adotará medidas para aprimorar o atendimento, a exemplo da medição periódica da fila.


Procurada, nesta segunda-feira (2/11), para confirmar o tamanho da fila de espera para cirurgias cardíacas e dizer se o acordo com a DPDF foi cumprido no mês de outubro, a Secretaria de Saúde ainda não havia se pronunciado até a última atualização desta reportagem. O espaço segue aberto a manifestações da pasta.


Fonte: Metrópoles

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