Pfizer entrega ao Brasil mais 1 milhão de doses da vacina contra Covid-19 nesta terça-feira


 
 

A farmacêutica americana Pfizer entrega ao Brasil, nesta terça-feira (10), mais 1 milhão de doses da vacina contra Covid-19. A previsão é de que a aeronave pouse no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), às 20h05.


A remessa faz parte da megaoperação que prevê 17 milhões de doses entre os dias 3 e 22 de agosto, em 17 voos com origem de Miami, nos Estados Unidos. No domingo (8), a Pfizer abriu a nova semana de entregas com 2,1 milhões de vacinas.

No total, a empresa já entregou 42 lotes ao país, totalizando 38,1 milhões de 200 milhões de imunizantes da vacina Pfizer/Biontech contratados pelo governo federal.

O estado de São Paulo vive um impasse com o Ministério da Saúde em relação às vacinas da Pfizer. O governador João Doria (PSDB) afirmou na última quarta-feira (4) que o Ministério da Saúde entregou apenas metade do previsto no lote mais recente de imunizantes da empresa.

Segundo a gestão estadual, foram repassadas 228 mil doses de um total de 456 mil a que São Paulo teria direito na divisão proporcional entre os estados (o critério é o tamanho da população), o que poderia comprometer o calendário já anunciado, especialmente na imunização de adolescentes. Por isso, a vacinação deste grupo foi temporariamente suspensa. Na quinta-feira (5), Doria afirmou que vai ao Supremo Tribunal Federal para cobrar o cumprimento do acordo, e garantiu que a imunização de adolescentes, prevista para começar ainda este mês em SP, não será afetada. Entregas Segundo a Pfizer, as doses enviadas ao Brasil são produzidas em duas fábricas nos Estados Unidos, Kalamazoo e McPherson, além de uma fábrica na Europa, Purrs na Bélgica.

A farmacêutica prevê entre o final de agosto e setembro a entrega de 52,4 milhões de doses – que fazem parte do primeiro acordo com o governo federal, firmado no dia 19 de março e que contempla a disponibilização de 100 milhões de vacinas até o final do terceiro trimestre de 2021.

O segundo contrato, assinado em 14 de maio, prevê a entrega de outras 100 milhões de doses entre outubro e dezembro. A farmacêutica diz que vai cumprir o cronograma de entrega total até o final de 2021. Começou em abril A Pfizer utilizou o Aeroporto de Viracopos para todas as entregas ao Brasil até agora. A primeira remessa teve 1 milhão de doses e foi recebida pelo país em 29 de abril, em cerimônia que contou com a presença do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. A logística de entrega das doses ao governo federal conta com apoio da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal. Equipes acompanham o desembarque em Viracopos e escoltam o transporte rodoviário das doses até o centro de distribuição do Ministério da Saúde, em Guarulhos (SP).

"As vacinas são despachadas de avião até o Aeroporto Internacional de Miami, nos Estados Unidos, para então seguir viagem rumo ao Brasil. Os imunizantes são descarregados do avião entre 30 minutos e 1 hora, dependendo da quantidade, e enviados para o centro de distribuição do Ministério da Saúde, em Guarulhos", informa a Pfizer, em nota.

Remessas entregues pelo acordo com o Ministério da Saúde

  • 29/04: 1 milhão de doses

  • 05/05: 628.290 doses

  • 12/05: 628.290 doses

  • 19/05: 629.460 doses

  • 26/05: 629.460 doses

  • 01/06: 936 mil doses

  • 02/06: 936 mil doses

  • 03/06: 527.670 doses

  • 08/06: 526.500 doses

  • 09/06: 936 mil doses

  • 10/06: 936 mil doses

  • 15/06: 530 mil doses

  • 16/06: 936 mil doses

  • 17/06: 936 mil doses

  • 22/06: 528.840 doses

  • 24/06: 936 mil doses

  • 27/06: 936 mil doses

  • 29/06: 528.840 doses

  • 30/06: 936 mil doses

  • 01/07: 936 mil doses

  • 07/07: 600.210 doses

  • 14/07: 924.300 doses

  • 20/07: 1.053.000 doses

  • 21/07: 1.053.000 doses

  • 22/07: 1.053.000 doses

  • 25/07: 2.106.000 doses (2 voos)

  • 26/07: 1.003.860 doses

  • 27/07: 1.053.000 doses

  • 28/07: 1.053.000 doses

  • 29/07: 1.895.400 doses (2 voos)

  • 30/07: 889.200 doses

  • 01/08: 2.106.000 (2 voos)

  • 03/08: 1.053.000 doses

  • 04/08: 1.053.000 doses

  • 05/08: 1.834.560 doses (2 voos)

  • 06/08: 824.850 doses

  • 08/08: 2.106.000 doses (2 voos)

Entregas previstas

  • 10/08: 1.082.250 doses

  • 11/08: 1.076.400 doses

  • 12/08: 1.072.890 doses

  • 15/08: 2.152.800 doses (2 voos)

  • 17/08: 1.082.250 doses

  • 19/08: 1.072.890 doses

  • 22/08: 2.152.800 doses (2 voos)

Entrega pelo consórcio Covax Facility

  • 20/06: 842 mil doses

Armazenamento No fim de maio, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou novas condições de conservação e armazenamento para a vacina da Pfizer, que agora pode ser mantida em temperatura controlada entre 2ºC e 8ºC por até 31 dias. A orientação anterior era de cinco dias. Antes da liberação dos frascos para a vacinação, as doses da Pfizer precisavam ser armazenadas em caixas com temperaturas entre -25°C e -15°C por, no máximo, 14 dias. Tais condições não permitiam que a vacina fosse enviada para municípios distantes mais que 2h30 da capital do estado. Histórico A vacina da Pfizer/BioNTech foi alvo de recusa e polêmicas dentro do governo federal. Ainda no ano passado, três ofertas formais para venda de 70 milhões de doses foram feitas pela empresa e ficaram sem resposta do Ministério da Saúde.

Também em dezembro, o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo Medeiros, descartou a compra da vacina por causa da exigência de armazenamento em baixas temperaturas.

A vacina foi a primeira a obter registro sanitário definitivo pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em fevereiro deste ano.

O imunizante pode ser aplicado em pessoas a partir de 12 anos de idade, em duas doses, com intervalo de 21 dias entre elas. A vacina é a única que pode ser aplicadas em menores de 18 anos no Brasil.

Inicialmente a autorização da Anvisa permitia o uso a partir de 16 anos. Mas o órgão autorizou a mudança na bula da vacina no país. Entretanto, ainda não há perspectivas de vacinação dessa faixa etária no Brasil. A ampliação da idade em adolescentes foi aprovada depois de a Pfizer apresentar estudos que indicaram a segurança e eficácia da vacina para este grupo. Os estudos foram desenvolvidos fora do Brasil e avaliados pela agência.


Fonte: G1

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