Pesquisa sugere que pessoas mais bonitas têm sistema imune melhor


 
 

De acordo com pesquisadores da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, a beleza de uma pessoa pode ter relação com o quão eficiente o organismo dela é para lutar contra infecções. O levantamento foi publicado na revista científica Proceedings of the Royal Society B: Biological Sciences.


Os cientistas fotografaram 152 pessoas saudáveis, sem maquiagem e sem filtro, e colocaram as imagens em um formulário online. Cerca de 500 pessoas participaram da pesquisa, avaliando quais eram os homens e mulheres mais bonitos entre os voluntários.


Foram feitos exames de sangue nos pacientes e os resultados foram cruzados com o ranking dos mais “bonitos”. Os pesquisadores descobriram que os primeiros da lista tinham níveis maiores de fagocitose, quando as células brancas absorvem bactérias antes que elas possam causar sintomas de doença.


Os homens considerados mais bonitos tinham mais células brancas responsáveis por destruir células infectadas. As mulheres melhores ranqueadas tinham crescimento de bactéria no plasma sanguíneo mais lento, o que está ligado aos níveis de minerais, anticorpos e glicose. Não foram encontradas relações entre os níveis de inflamação e a beleza do indivíduo.


Os cientistas dizem que a associação não é inédita: acredita-se que pessoas com feições simétricas, pele uniforme e olhos maiores, têm menos chance de ter passado por problemas de saúde na infância e enquanto estavam no útero.


Um rosto bonito também pode indicar saúde, já que indivíduos doentes tendem a ter feições diferentes, com olheiras, e coloração da pele diferente.

Os cientistas acreditam que, além disso, há uma tendência natural a achar pessoas saudáveis mais bonitas — o gosto teria sido desenvolvido para garantir que o parceiro é ideal para a reprodução.


Apesar dos resultados, ainda é preciso fazer mais pesquisas para determinar se a beleza realmente está envolvida no sistema de defesa do corpo. O estudo é observacional, ou seja, prova que há uma ligação entre os dois assuntos, mas não que um influencia o outro.


Fonte: Metrópoles

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