Pandemia deixa paciente do SUS à beira da paralisia definitiva das pernas



A pandemia está trazendo à tona o drama de pessoas à espera de cirurgias eletivas suspensas pelo SUS. Antonio Francisco da Penha é um deles. É que o ex-ladrilheiro, 63 anos, nascido em Serra Redonda (PB) e morador de Ouro Branco (MG) desde 2012, foi diagnosticado com fistula medular dural em 2018. A doença vai enfraquecendo os membros inferiores até a pessoa perder totalmente os movimentos. A fistula medular dural é rara, porém, reversível.


Isso está acontecendo com Antonio Francisco que já não consegue se locomover sozinho por falta de força nas pernas. “No momento, estou praticamente sem mobilidade nas pernas, pois a doença está bem adiantada”, conta Penha.

De acordo com Penha, o SUS precisa liberar um exame de angiografia medular (que na rede particular custa R$ 15 mil) e, em seguida, fazer a cirurgia. O tipo de procedimento cirúrgico só é definido após a realização do exame. O ex-ladrilheiro vive com um salário mínimo de benefício por invalidez devido à fistula medular dural. Ele mora de favor na casa da sogra. Quem cuida dele é a companheira Margarete,49, que também sofre com sequelas de locomoção devido à paralisia infantil precisando usar uma ortese. Mesmo com dificuldades, o aposentado se reinventou fazendo arte com papelão. 


O SUS alega que: “Devido à pandemia de COVID -19, estão suspensos temporariamente os cadastros de cirurgias eletivas. Os casos priotários serão avaliados pontualmente”.


Num trabalho voluntário, a advogada Gabriele Campos e Silva resolveu ajudar Antonio Francisco e entrar com uma ação na Justiça Federal nesta quinta-feira (17). Ela explica que vai pedir que a ação é pela garantia de direito fundamental e é contra a União Federal - Ministério da Saúde e Estado de Minas Gerais - Secretaria do Estado de Saúde. “É uma ação de obrigação de fazer (a concretização de direito fundamental) com pedido de antecipação de tutela específica”, informa Gabriele.


Em conversa com o médico do aposentado, Gabriela conta que a informação do neurologista Rafael Cardoso Campos é a de que a paralisia definitiva pode acontecer a qualquer momento, mas que ele não pode precisar o momento exato tendo em vista que isso depende de cada organismo.


Fonte: O Tempo

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