Pacientes terão acesso ao mesilato de rasagilina para tratar a doença de Parkinson pelo SUS em 2020

Em 2017, o Ministério da Saúde atualizou o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da doença de Parkinson. [1] Uma das novidades da publicação foi a incorporação do mesilato de rasagilina (1 mg), que auxilia no aumento e manutenção de níveis de dopamina no cérebro,F substância que atua no controle do movimento. Finalmente, o medicamento, que pertence à classe de inibidores da enzima monoaminoxidase B (MAO B), será disponibilizado no Sistema Único de Saúde (SUS) em 2020.

Segundo o Dr. Henrique Ballalai Ferraz, médico, membro titular da Academia Brasileira de Neurologia (ABN) e professor adjunto de neurologia da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM/Unifesp), em entrevista ao Medscape, atualmente, a rede pública de saúde disponibiliza os principais medicamentos para controlar os sintomas da doença de Parkinson, sendo as associações de levodopa + carbidopa ou levodopa + benserazida os esquemas prescritos para a maioria dos pacientes.

O SUS conta ainda com outros medicamentos que podem ser prescritos isoladamente ou em combinação com a levodopa, como: pramipexol, selegilina, entacapona, biperideno, triexifenidil e amantadina.

O mesilato de rasagilina também pode ser usado em monoterapia ou como adjuvante (associado à levodopa). Segundo o Dr. Henrique, o medicamento é útil na fase inicial dos sintomas, mas principalmente quando aparecem complicações motoras na fase avançada (flutuação dos sintomas) relacionadas com o uso da levodopa.

“A selegilina é um medicamento com o mesmo mecanismo de ação, mas o perfil de tolerabilidade e o grau de eficácia da rasagilina é superior”, destacou o Dr. Henrique, e acrescentou que a incorporação desse medicamento ao SUS vai beneficiar uma parcela dos pacientes com flutuações motoras que não responderam ou não toleraram o pramipexol (agonista dopaminérgico) ou a entacapona (inibidor da catecol-O-metiltransferase).

Em uma análise de impacto orçamentário, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) identificou que, em cinco anos (de 2017 a 2021), a incorporação do mesilato de rasagilina promoveria uma economia de 184,45 milhões de reais de recursos do SUS. [2]

Há, no entanto, algumas contraindicações de uso do mesilato de rasagilina. “Deve-se ter cuidado com os pacientes que apresentam hipotensão arterial, declínio cognitivo ou sintomas psicóticos”, alertou o Dr. Henrique. De acordo com a bula do fármaco, deve ser evitado o consumo em associação com fluoxetina e fluvoxamina. Além disso, o medicamento não deve ser tomado junto com analgésicos narcóticos, ciclobenzaprina, Hypericum perforatum (erva-de-são-joão), outros inibidores da MAO ou petidina. Pacientes com feocromocitoma e com insuficiência hepática grave também não devem utilizar o medicamento.

Fonte: Medscape

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