Paciente de hospital no Rio aguarda cirurgia há quase duas semanas

Uma paciente com o tornozelo quebrado desde o dia 10 aguarda uma operação na rede municipal de saúde do Rio.

Paula Marcelina de Almeida, de 55 anos, sofreu uma queda e foi internada no Hospital Salgado Filho, no Méier.

Segundo Fernanda Pinheiro de Almeida, nora de Paula, funcionários da unidade afirmam que as cirurgias estão sendo adiadas por falta de material — como pinos, placas e insumos.

A família teme que, com a demora, o osso calcifique e fique torto.

“Estamos muito preocupados. Vamos passar o Natal no hospital. Não tem espírito natalino para a gente fazer qualquer coisa em casa”, disse Fernanda.

Paula Marcelina de Almeida, de 55 anos, sofreu uma queda e foi internada no Hospital Salgado Filho, no Méier — Foto: Arquivo pessoal

Crise na saúde

A rede municipal de saúde do Rio enfrentou, há duas semanas, uma greve de parte de seus funcionários.

Terceirizados de Organizações Sociais (OSs) reclamavam de dois meses de salários atrasados — fora o 13º.

Como consequência, as unidades geridas por OSs ficaram praticamente vazias. Foi o caso dos hospitais Pedro II e Albert Schweitzer, na Zona Oeste, e das clínicas da família.

O Salgado Filho, onde Dona Paula foi internada, é da rede própria do município e não foi afetado pela paralisação. Por isso, superlotou nas últimas semanas.

A greve, no entanto, levou a Justiça a bloquear contas da prefeitura a fim de pagar os atrasados. Por dois dias, a Secretaria de Fazenda suspendeu todos os pagamentos — o que atrasou o 13º dos servidores.

O governo federal também ajudou com um aporte, e o governo do estado montou um gabinete de crise.

O dinheiro foi depositado na quinta (19) e já começou a cair nas contas.

O que diz a prefeitura sobre Dona Paula

Em nota, a direção do Hospital Municipal Salgado Filho negou que as cirurgias ortopédicas estejam sendo adiadas por falta de material. “Não há falta de placas ou pinos ortopédicos na unidade”, garantiu.

“O hospital mantém uma média de 35 a 37 cirurgias ortopédicas por semana, entre emergências e eletivas, fora as cirurgias de outras especialidades”, afirma. “Tanto na emergência quanto na rotina cirúrgica, os procedimentos são realizados conforme classificação de risco.”

Segundo a direção, casos classificados como emergências “são prontamente operados”, e os considerados eletivos “entram na rotina cirúrgica”.

“As cirurgias consideradas eletivas podem ser marcadas e eventualmente adiadas caso chegue um caso de emergência, com risco de vida para o paciente e que precise de prioridade no centro cirúrgico”, explicou.

Fonte: G1

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