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O relato da mulher que largou tudo para cuidar dos pais idosos e do irmão com paralisia cerebral: 'Eu carrego todo mundo'



Eliane Reco assim como outra mulheres da chamada "geração sanduíche", vivem a dura realidade de cuidar de mais uma pessoa na própria casa: pais, irmãos e filhos.


Seu pai, Osvaldo, foi vítima de um sequestro relâmpago em São Paulo, que resultou em um acidente de carro que o deixou sem os movimentos da perna. Desde então, Eliane assumiu os cuidados com o pai, que desenvolveu Alzheimer e vive acamado.


Para isso, ela mudou de cidade com o filho de 15 anos para casa dos pais, em São Paulo. Além de cuidar do pai, Eliane ainda ajuda a mãe, Maria das Dores, de 81 anos, e o irmão de 60 anos, que sofre de paralisia cerebral.


"Eu carrego todo mundo, né? Eu assumi uma casa com suas coisas, médico, banco, supermercado, filho para levar na escola e no inglês, médico de filho", relata.

Após assumir os cuidados dos familiares, Elaine ainda precisou enfrentar o processo de divórcio.


"E, nesse meio tempo, no ano passado, eu ganhei o divórcio, porque não é qualquer pessoa que entende a situação. Mas, a minha família não tinha como abandonar porque eles não teriam ninguém para cuidar. Eu até arrumei um cuidador dia sim e dia não, meio período, mas não dá para colocar todos os dias", diz Eliane.

A importância de cuidar da saúde de quem cuida


Eliane mudou de cidade para cuidar do pai, que desenvolveu Alzheimer e vive acamado

Ela também compartilha a importância do suporte psicológico que buscou no passado: “Eu estava fazendo terapia particular, porque eu precisei de ajuda principalmente na época da separação. Eu parei e não retornei ainda, mas preciso voltar”.


A saúde física também se tornou uma preocupação.


“O duro é a coluna, eu estou cuidando, eu estou passando no ortopedista. Eu tenho que me cuidar, porque se, eu não estiver bem, eu não consigo fazer nada para ninguém”, destaca.

Fonte: G1


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