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Novembro azul: confira mitos e verdades sobre o câncer de próstata



O câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens no Brasil, de acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Estima-se que, somente em 2022, a doença provocará 65 mil novos casos.


O diagnóstico precoce do câncer de próstata é essencial para aumentar a expectativa de vida do paciente. A doença é considerada multifatorial, significa que um conjunto de fatores genéticos e hábitos adquiridos estão envolvidos no aparecimento dessa neoplasia.


“O câncer de próstata geralmente apresenta grandes chances de cura, se diagnosticado no início. Dependendo do estágio da doença, o tratamento pode incluir cirurgia para remoção do tumor e radioterapia. Para casos mais avançados, pode ser combinada a terapia hormonal”, explica o oncologista Igor Morbeck, do Hospital Sírio Libanês, em Brasília.

A Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) reuniu as principais dúvidas ouvidas em consultórios para ajudar a disseminar informações corretas sobre a doença. Confira:


Mitos e verdades sobre câncer de próstata


1. O câncer de próstata só aparece em homens idosos


Mito – Apesar de ser bem mais incidente na terceira idade, a doença também pode acometer jovens. Por isso, homens de todas as idades devem atentar-se aos fatores de risco e sintomas. Sinais como sangue na urina ou sêmen, dor ao urinar, jato urinário mais fraco e sensação de esvaziamento incompleto da bexiga exigem que se procure ajuda médica com urgência.


2. Exame de toque retal só deve ser feito depois dos 50 anos de idade


Mito – A indicação dos exames que ajudam a diagnosticar o câncer de próstata deve seguir a orientação médica, que leva em consideração o histórico de cada paciente. Testes como o PSA (Antígeno Prostático Específico) e o toque retal podem ser solicitados pelo médico a partir dos 45 anos de idade ou, em alguns casos, até mais cedo.


3. Exame de toque retal dói


Mito – O exame de toque retal é totalmente indolor. O procedimento é feito manualmente por um médico urologista, que utiliza o dedo indicador para tocar a próstata e sentir se houve crescimento do órgão ou alguma alteração na região. O exame dura em torno de 15 a 20 segundos, e não tem qualquer relação com a sexualidade do paciente.


4. Obesidade e sedentarismo são fatores de risco para o câncer de próstata


Verdade – Esses fatores estão diretamente ligados a alterações do metabolismo, assim como a ingestão em excesso de alimentos processados, corantes, açúcares e outros condimentos. As alterações podem levar a mutações que dão origem a células cancerígenas. Manter uma rotina de atividades físicas e dieta equilibrada ajuda a desinflamar o corpo, evitar altos níveis de gordura e, por consequência, contribuem para prevenir o câncer.


5. Câncer de próstata não tem relação com a orientação sexual


Verdade – Nenhum tipo de relação sexual é causa e fator de prevenção para o câncer de próstata, seja ela heteronormativa ou homossexual. No caso de pessoas nascidas homens, mas que passaram pelo processo de redesignação sexual, o exame de próstata deve ser mantido, uma vez que o órgão geralmente não é retirado durante a o procedimento de mudança de sexo.


6. O tratamento do câncer de próstata causa impotência sexual


Depende Geralmente, após o tratamento do câncer de próstata, a maioria dos homens costuma manter suas funções sexuais de forma regular. Mas, em alguns casos, dependendo da localização e do tamanho do tumor a ser tratado, pode ocorrer alguma lesão dos nervos que rodeiam a próstata e controlam a ereção.


Mesmo com pequenas possibilidades de disfunção, com o tempo e com tratamentos auxiliares, é possível recuperar as funções sexuais.


7. Vasectomia causa câncer de próstata


Mito – Não há fator de risco e nem relação direta entre o processo de vasectomia e o surgimento de câncer de próstata.


8. Câncer de próstata é hereditário


Depende – Apesar de o fator hereditário estar relacionado ao surgimento do câncer de próstata, podendo dobrar as chances de desenvolvimento da neoplasia para aqueles que tem parentesco de primeiro grau com pacientes da doença, nem todo mundo com histórico familiar necessariamente sofrerá com a doença. Há diversos fatores que podem contribuir com o seu desenvolvimento, indo muito além da predisposição genética.


Fonte: Metrópoles

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