Nova opção para a profilaxia da TEV no câncer – DOAC

Na atualização das diretrizes clínicas para a prevenção e o tratamento da tromboembolia venosa (TEV) em pacientes com câncer, lançada pela American Society of Clinical Oncology (ASCO), a mudança mais notável é a novidade da determinação dos novos anticoagulantes orais (DOAC) como uma opção terapêutica. Estes medicamentos são a apixabana, a edoxabana e a rivaroxabana, tanto para a prevenção quanto para o tratamento da TEV nos pacientes com câncer. As diretrizes atualizadas foram publicadas on-line em 05 de agosto no periódico Journal of Clinical Oncology.

Um grupo de especialistas, sob a batuta do primeiro autor Dr. Nigel Chave, médico da University of North Carolina em Chapel Hill, observou que as orientações continuaram a recomendar a profilaxia da TEV para a maioria dos pacientes internados com câncer em caso de doença aguda concomitante.

Pode também ser feita a profilaxia da tromboembolia venosa nos pacientes hospitalizados com neoplasia ativa, mas sem outros fatores de risco, acrescentaram os membros do grupo de especialistas.

Por outro lado, a tromboprofilaxia não deverá ser administrada para os pacientes internados com o único propósito de fazer um procedimento menor ou a quimioterapia ambulatorial, ou ainda para a maioria dos pacientes que recebem tratamento oncológico ambulatorial.

Nem a profilaxia da tromboembolia venosa deve ser utilizada para os pacientes fazendo transplante de células-tronco da medula óssea, acrescentaram os membros do grupo de especialistas.

Pacientes ambulatoriais de alto risco

Por outro lado, os pacientes de alto risco que estão prestes a iniciar a quimioterapia sistêmica podem ser considerados para tromboprofilaxia com um dos DOAC, como a apixabana e a rivaroxabana, ou com heparina de baixo peso molecular (HBPM), desde que não tenham risco de sangramento ou interações farmacológicas.

A tromboprofilaxia pode ser mais importante para os pacientes que fazem determinados tratamentos para tipos específicos de câncer. Por exemplo, deve-se oferecer a tromboprofilaxia para os pacientes com mieloma múltiplo recebendo talidomida ou um esquema contendo lenalidomida ou dexametasona, ou ambas, acrescentaram os especialistas. Isto deve ser feito com ácido acetilsalicílico (AAS) ou heparina de baixo peso molecular caso estes pacientes tenham baixo risco de tromboembolia. A heparina de baixo peso molecular deve ser administrada para os pacientes de maior risco.

“Todos os pacientes com câncer submetidos a uma cirurgia de grande porte devem ter a tromboprofilaxia farmacológica oferecida com heparina não fracionada (HNF) ou heparina de baixo peso molecular, a menos que haja contraindicação por risco de sangramento”, continuam os membros do grupo de especialistas. Nestes casos, a profilaxia deve ser iniciada no pré-operatório e deve ser mantida durante pelo menos sete a 10 dias após a cirurgia, acrescentaram.

Fonte: Medscape

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