'Não é para usar' kit Covid, diz novo chefe do Programa Nacional de Imunizações


 
 

O novo coordenador do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Ricardo Queiroz Gurgel, é contrário ao kit covid – que reúne medicamentos ineficazes no tratamento da doença.

“Existem evidências científicas que comprovam que eles não funcionam. Então, não é para usar. Pronto”, disse, ao g1 na manhã desta quarta-feira (4), pouco depois de ser nomeado oficialmente para o posto. Formado em medicina pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), Gurgel tem mestrado e doutorado em Saúde da Criança e do Adolescente pela Universidade de São Paulo. Atualmente, é professor titular de pediatria e coordenador do Programa de pós-graduação em ciências da saúde da UFS.

Além disso, atua como investigador do estudo do Instituto Butantan da vacina tetravalente contra a dengue, e em pesquisas a aplicação de vacinas em crianças, com ênfase em imunizantes contra o rotavírus. Vacinação Gurgel afirma que o Programa Nacional de Imunizações precisa ser "resgatado", e cita a queda na cobertura vacinal contra outras doenças além da Covid como motivo de preocupação.

“Chegamos a ficar quase 10 anos sem sarampo e voltou a ter. Isso não pode. Todas essas doenças imunopreviníveis com a vacinação elas tendem a serem reduzidas, a sumirem. Não pode faltar vacina, os postos não podem deixar de atender vacinação no momento certo. Toda a situação onde a pessoa está ligada ao serviço público de saúde é uma oportunidade de vacinação. Tentarei colocar como lema para que o PNI resgate sua força”, disse. A ideia é que, ao procurar um posto de saúde, o usuário seja informado sobre as vacinas básicas disponíveis. "Ter atitude proativa no sentido de que as pessoas sejam incentivadas a atualizarem a sua caderneta de vacinação e terem facilidade para isso". Covid O novo chefe do PNI defende a vacinação de crianças contra a Covid quando houver aprovação de um imunizante para essa faixa etária – atualmente, o Brasil tem vacina aprovada apenas para pessoa a partir dos 12 anos.

"Imagino que em breve teremos essa aprovação. E aí é só estender. Porque tudo indica, já tem alguns estudos de fase 2, de segurança que mostra que é segura e com resposta imune boa. Que era de se esperar que sim, responde igual aos adolescentes, responde igual aos adultos com boa resposta imune aos da Covid. Agora é ter um estudo mais extenso, de fase 3, que comprove que a vacina é eficaz e segura para poder usar."

O novo coordenador acredita que a vacina é o caminho para a imunidade de rebanho. Em junho deste ano, o presidente Bolsonaro chegou a dizer que a contaminação é melhor do que a vacina no caso da Covid, o que é questionado por especialistas.

"Cada pessoa vacinada é importante, mas a imunidade coletiva, ou como algumas pessoas chamam, imunidade de rebanho, isso é fundamental para que a doença deixe de existir.


Fonte: G1

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